UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020
Paciente de 50 anos, hipertenso, tabagista, diabético procura a unidade de pronto atendimento da cidade de Campina Grande com queixa de dor em epigástrio, em aperto, associado a sudorese. No exame físico apresentava ritmo cardíaco regular, 2T, BNF e sem sopros. PA 130 x 80 mmHg e saturação periférica de oxigênio de 91% em ar ambiente. O paciente refere que os sintomas iniciaram há aproximadamente 90 minutos. Na UPA tem tenecteplase. O único serviço que tem angioplastia é em João Pessoa e o tempo estimado de viagem é de 120 minutos, pois as estradas estão congestionadas. Não apresenta contra-indicação a trombolíticos. Em relação ao caso, marque a alternativa INCORRETA.
IAMCSST com trombólise bem-sucedida → coronariografia de rotina nas primeiras 2-24h.
Mesmo após trombólise bem-sucedida para IAMCSST, a coronariografia de rotina é recomendada nas primeiras 2-24 horas para avaliar a anatomia coronariana, identificar lesões residuais e guiar a terapia subsequente, otimizando o prognóstico e prevenindo novos eventos.
O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) é uma emergência cardiovascular que exige reperfusão coronariana imediata para restaurar o fluxo sanguíneo e minimizar a área de necrose miocárdica. A escolha entre angioplastia primária e trombólise depende criticamente do tempo de apresentação do paciente e da disponibilidade de um centro de hemodinâmica capaz de realizar a angioplastia em tempo hábil, com o objetivo de reduzir a mortalidade e morbidade. As diretrizes atuais enfatizam a importância do tempo para a reperfusão. Se a angioplastia primária não puder ser realizada em até 120 minutos do primeiro contato médico, a trombólise farmacológica é a opção preferencial, desde que não haja contraindicações. Mesmo após uma trombólise clinicamente bem-sucedida, a coronariografia de rotina é indicada nas primeiras 2 a 24 horas para avaliar a anatomia coronariana, identificar lesões residuais e guiar a terapia subsequente, como a angioplastia de resgate ou eletiva, melhorando o prognóstico. O manejo farmacológico adjunto é crucial, incluindo antiagregantes plaquetários (como clopidogrel, que é o único inibidor P2Y12 estudado para uso durante a terapia fibrinolítica), anticoagulantes e estatinas. O perfil lipídico deve ser dosado na admissão ou nas primeiras 24 horas, pois após esse período, alterações metabólicas agudas podem mascarar os valores basais. O reconhecimento de apresentações atípicas, mais comuns em diabéticos, idosos e mulheres, é vital para um diagnóstico precoce e manejo adequado.
A trombólise utiliza medicamentos para dissolver o trombo que oclui a artéria coronária, enquanto a angioplastia primária é um procedimento invasivo que abre a artéria com balão e stent. A escolha depende do tempo de apresentação e da disponibilidade de um centro de hemodinâmica.
A coronariografia é recomendada de rotina nas primeiras 2 a 24 horas após uma trombólise bem-sucedida para avaliar a anatomia coronariana, identificar lesões residuais e planejar a intervenção coronária percutânea (ICP) se necessária, otimizando o resultado a longo prazo.
Apresentações atípicas de infarto agudo do miocárdio são mais comuns em mulheres, idosos e pacientes diabéticos. Eles podem não ter a dor torácica clássica, mas sim sintomas como dispneia, fadiga, náuseas ou desconforto epigástrico.
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