IAMSSST: Diagnóstico e Biomarcadores Cardíacos Essenciais

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2023

Enunciado

Paciente masculino, de 54 anos, procurou a Emergência por ter apresentado há 3 horas dor retroesternal, de intensidade moderada, sem irradiação; no momento, estava sem dor. Referiu hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia em tratamento. Encontrava-se estável do ponto de vista hemodinâmico, Killip I. O eletrocardiograma está reproduzido abaixo.À admissão, a dosagem de troponina I. ultrassensível foi de 12 pg/ml e, 3 horas após, de 154 pg/ml (valor de referência: < 5 pg/ml). Que diagnóstico, dentre os propostos, é o mais provável?

Alternativas

  1. A) Angina instável
  2. B) Infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST na parede lateral
  3. C) Infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST na parede anterior
  4. D) Infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST

Pérola Clínica

Dor torácica + elevação troponina sem supra ST = IAMSSST.

Resumo-Chave

A elevação e queda da troponina ultrassensível, mesmo com ECG sem supradesnivelamento do ST, é diagnóstica de IAMSSST em pacientes com dor torácica isquêmica. A angina instável não cursa com elevação de troponina.

Contexto Educacional

O Infarto Agudo do Miocárdio Sem Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMSSST) é uma forma comum de Síndrome Coronariana Aguda (SCA), caracterizada por isquemia miocárdica que resulta em necrose, sem as alterações clássicas de supradesnivelamento do segmento ST no eletrocardiograma. É uma condição grave que exige diagnóstico e tratamento rápidos para prevenir complicações e melhorar o prognóstico. O diagnóstico de IAMSSST baseia-se na apresentação clínica (dor torácica isquêmica), alterações eletrocardiográficas (sem supra de ST) e, crucialmente, na elevação e/ou queda dos biomarcadores cardíacos, especialmente a troponina ultrassensível. A elevação da troponina acima do percentil 99 do limite superior de referência é indicativa de lesão miocárdica, diferenciando-o da angina instável. O manejo do IAMSSST envolve estratificação de risco, terapia anti-isquêmica (nitratos, betabloqueadores), antiplaquetária (aspirina, inibidores P2Y12) e anticoagulante. A estratégia de revascularização (intervenção coronariana percutânea ou cirurgia) é definida com base no risco do paciente e na anatomia coronariana.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para IAMSSST?

O diagnóstico de IAMSSST requer evidência de necrose miocárdica (elevação e/ou queda de biomarcadores cardíacos, preferencialmente troponina) em um cenário clínico compatível com isquemia miocárdica, sem supradesnivelamento persistente do segmento ST no ECG.

Qual a diferença entre IAMSSST e angina instável?

A principal diferença reside na presença de lesão miocárdica. No IAMSSST, há elevação dos biomarcadores cardíacos (troponina), indicando necrose. Na angina instável, não há elevação significativa de biomarcadores, apesar dos sintomas isquêmicos.

Qual a importância da troponina ultrassensível no diagnóstico de IAMSSST?

A troponina ultrassensível permite a detecção precoce e mais sensível de lesão miocárdica, facilitando o diagnóstico rápido de IAMSSST e a estratificação de risco, mesmo com pequenas elevações.

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