FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Homem, 60 anos, com DM e dislipidemia, dá entrada com queixa de dor torácica de forte intensidade há 2 horas, com duração de 20 minutos; não há melhora ao repouso, com irradiação para os membros superiores. Exame físico dentro da normalidade, e eletrocardiograma sem alterações. Apresentou troponina com resultado positivo. A medicação que apresenta alteração na mortalidade é o(a)
IAMSSST com troponina positiva → AAS é fundamental para redução de mortalidade.
Em pacientes com suspeita de síndrome coronariana aguda (SCA) e troponina positiva, mesmo com ECG sem alterações de isquemia aguda (IAMSSST), a terapia antiplaquetária com AAS é um pilar do tratamento, comprovadamente reduzindo a mortalidade e eventos isquêmicos.
O Infarto Agudo do Miocárdio Sem Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMSSST) é uma forma de síndrome coronariana aguda (SCA) caracterizada por isquemia miocárdica com necrose, evidenciada por elevação de biomarcadores cardíacos (troponina), mas sem as alterações eletrocardiográficas de supradesnivelamento do ST. É uma condição comum e potencialmente fatal, exigindo reconhecimento e tratamento rápidos para melhorar o prognóstico. A fisiopatologia envolve a ruptura de uma placa aterosclerótica com formação de trombo não oclusivo em uma artéria coronária. O diagnóstico é clínico (dor torácica típica), eletrocardiográfico (sem supradesnivelamento do ST) e laboratorial (troponina elevada). A estratificação de risco é crucial para guiar a conduta, que pode variar de tratamento conservador a intervenção coronária percutânea precoce. O tratamento inicial do IAMSSST visa aliviar a isquemia, prevenir a formação de novos trombos e reduzir a demanda miocárdica de oxigênio. O ácido acetilsalicílico (AAS) é uma medicação essencial, administrada precocemente, por sua ação antiplaquetária que reduz a mortalidade e a recorrência de eventos isquêmicos. Outras terapias incluem anticoagulantes, um segundo antiplaquetário, betabloqueadores e estatinas.
O diagnóstico de IAMSSST requer evidência de necrose miocárdica (elevação e/ou queda de biomarcadores cardíacos, preferencialmente troponina) em um contexto clínico de isquemia, sem supradesnivelamento persistente do segmento ST no ECG.
O AAS inibe a agregação plaquetária, prevenindo a formação de trombos que ocluem as artérias coronárias. Sua administração precoce e contínua reduz significativamente a mortalidade e a ocorrência de novos eventos isquêmicos em pacientes com SCA.
Além do AAS, outras medicações incluem um segundo antiplaquetário (clopidogrel, ticagrelor ou prasugrel), heparina (não fracionada ou de baixo peso molecular), betabloqueadores (se não houver contraindicações) e estatinas de alta intensidade.
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