FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2021
Paciente 45 anos, masculino, obeso, admitido no pronto atendimento com dor torácica opressiva em precórdio com irradiação para mandíbula, associada a vômitos e palidez cutânea, de início há aproximadamente 6 horas da admissão. Primeiro ECG não identifica qualquer alteração isquêmica. Não há relato de sintomas infecciosos nas 3 semanas anteriores. Primeira troponina dosada mostra valor 5x acima do limite superior normal. O paciente é tabagista e não tem qualquer outra doença cardiovascular. Sinais vitais da admissão: PA:140/80mmHg, FC 96bpm, FR 18 rpm, Auscultas cardíaca e respiratória normais. Diante do paciente acima, qual seria o diagnóstico:
Dor torácica isquêmica + Troponina ↑ + ECG sem supra-ST = IAMSSST.
O diagnóstico de Infarto Agudo do Miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST) é feito pela presença de sintomas isquêmicos, elevação de biomarcadores cardíacos (troponina) e ausência de supradesnivelamento persistente do segmento ST no ECG. Fatores de risco como tabagismo e obesidade aumentam a probabilidade.
O Infarto Agudo do Miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST) é uma das apresentações da Síndrome Coronariana Aguda (SCA), caracterizada por isquemia miocárdica com necrose, mas sem o padrão eletrocardiográfico de elevação persistente do segmento ST. É uma condição grave que exige reconhecimento e manejo rápidos para prevenir complicações e melhorar o prognóstico do paciente. A epidemiologia mostra que fatores de risco como tabagismo, obesidade, hipertensão e dislipidemia são prevalentes nesses pacientes. O diagnóstico do IAMSSST baseia-se na tríade de sintomas isquêmicos (dor torácica típica, irradiação, sintomas associados), alterações eletrocardiográficas (ausência de supra-ST, podendo haver infra-ST, inversão de onda T ou ECG normal) e elevação dos biomarcadores de necrose miocárdica, principalmente a troponina cardíaca. A troponina, quando elevada acima do percentil 99 do limite superior de referência e com padrão de elevação e queda, confirma a lesão miocárdica. O tratamento do IAMSSST envolve medidas anti-isquêmicas, antiplaquetárias, anticoagulantes e, frequentemente, uma estratégia invasiva precoce com cineangiocoronariografia. É fundamental que os residentes saibam diferenciar o IAMSSST da angina instável (que não apresenta elevação de biomarcadores) e do IAM com supra-ST (que exige reperfusão imediata), pois o manejo e o prognóstico são distintos para cada condição.
Os critérios incluem evidência de isquemia miocárdica (sintomas, alterações no ECG, imagem) e elevação e/ou queda dos biomarcadores cardíacos (troponina) com pelo menos um valor acima do percentil 99 do limite superior de referência.
O ECG inicial é crucial para diferenciar o IAM com supra-ST do IAM sem supra-ST. No IAMSSST, o ECG pode ser normal ou apresentar alterações como infradesnivelamento do ST, inversão de onda T ou ondas Q patológicas, mas não supra-ST persistente.
Fatores de risco incluem idade avançada, sexo masculino, tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia e histórico familiar de doença coronariana precoce.
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