FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2023
Homem de 76 anos, internado por infarto agudo do miocárdio, sem supradesnivelamento de segmento ST. Realizado cateterismo, com angioplastia de descendente anterior, com stent farmacológico, mantendo lesões de 30-40% em coronária direita e circunflexa. Qual afirmação está correta em relação ao seguimento deste paciente?
Pós-SCA com stent: DAPT por 12 meses, estatina alta intensidade, ezetimibe se LDLc fora da meta.
Pacientes pós-SCA com stent farmacológico necessitam de terapia hipolipemiante intensiva com estatina de alta potência em dose máxima tolerada. Se a meta de LDLc (geralmente <55 mg/dL) não for atingida, a associação com ezetimibe é a próxima etapa recomendada pelas diretrizes para otimizar a redução do risco cardiovascular.
O infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAM sem supra ST) é uma forma comum de síndrome coronariana aguda (SCA) que requer manejo agressivo para prevenir eventos isquêmicos recorrentes. Após a angioplastia com implante de stent farmacológico, a terapia antiplaquetária e a otimização do perfil lipídico são pilares fundamentais do tratamento a longo prazo. A terapia hipolipemiante intensiva é crucial para pacientes pós-SCA. As diretrizes atuais recomendam o início de estatinas de alta intensidade na dose máxima tolerada, independentemente dos níveis basais de LDL-colesterol, com o objetivo de atingir metas muito baixas, geralmente <55 mg/dL. Essa abordagem visa estabilizar placas ateroscleróticas e reduzir o risco de novos eventos cardiovasculares. Se a meta de LDL-colesterol não for atingida com a estatina em dose máxima tolerada, a próxima etapa é a associação com ezetimibe, um inibidor da absorção intestinal de colesterol. Em casos de persistência de LDL-c elevado, pode-se considerar a adição de inibidores de PCSK9. A dupla antiagregação plaquetária (DAPT) com AAS e um inibidor P2Y12 é geralmente mantida por 12 meses após o implante de stent farmacológico em SCA, a menos que haja alto risco de sangramento. O manejo abrangente desses pacientes também inclui controle rigoroso da pressão arterial, diabetes e promoção de estilo de vida saudável.
Para pacientes com IAM e implante de stent farmacológico, a duração padrão da DAPT (AAS + inibidor P2Y12) é de 12 meses, a menos que haja alto risco de sangramento que justifique uma duração mais curta.
A meta de LDLc para pacientes pós-SCA é muito baixa, geralmente <55 mg/dL. Para alcançá-la, inicia-se estatina de alta intensidade em dose máxima tolerada. Se a meta não for atingida, associa-se ezetimibe e, se ainda insuficiente, pode-se considerar inibidores de PCSK9.
A espironolactona é indicada em pacientes com insuficiência cardíaca e fração de ejeção reduzida (ICFEr) ou levemente reduzida (ICFElr) pós-IAM, especialmente aqueles com sintomas persistentes e FE <35-40%, para reduzir mortalidade e hospitalizações. Seu papel na ICFEp é mais complexo e não é uma indicação universal.
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