UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Mulher, 60 anos, deu entrad no PS muito dispneica e com queixa de dor torácica iniciada há 1 hora. Apresenta ECG com supradesnível do segmento ST em DII, DIII e AvF. Ao exame físico: PA = 110 X 70 mmHg, FC = 80 bpm, pulsos simétricos, ausculta cardíaca normal e ausculta pulmonar compatível com edema agudo de pulmão. Em relação ao diagnóstico dessa paciente, assinle a opção correta:
IAM inferior (DII, DIII, AvF) + EAP = Killip III.
O supradesnível de ST em DII, DIII e AvF indica infarto agudo do miocárdio de parede inferior. A presença de edema agudo de pulmão (EAP) no exame físico classifica o paciente como Killip III, indicando insuficiência cardíaca grave.
O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é uma emergência cardiovascular que exige reconhecimento rápido e manejo adequado. A localização do infarto é crucial para a compreensão da fisiopatologia e das possíveis complicações. O supradesnível do segmento ST em DII, DIII e AvF é patognomônico de IAM de parede inferior, frequentemente associado à oclusão da artéria coronária direita (ACD) ou, menos comumente, de um ramo da artéria circunflexa. A classificação de Killip e Kimball é uma ferramenta prognóstica simples e eficaz para avaliar a gravidade da insuficiência cardíaca em pacientes com IAM. Killip I indica ausência de sinais de insuficiência cardíaca; Killip II, a presença de estertores pulmonares em menos de 50% dos campos pulmonares ou B3; Killip III, edema agudo de pulmão, com estertores em mais de 50% dos campos; e Killip IV, choque cardiogênico. A presença de edema agudo de pulmão, como descrito na paciente, a classifica como Killip III, indicando um quadro de insuficiência cardíaca descompensada. Para residentes, é vital correlacionar os achados eletrocardiográficos com a clínica do paciente. Um IAM de parede inferior com EAP (Killip III) exige intervenção imediata para reperfusão e manejo agressivo da insuficiência cardíaca, incluindo diuréticos e, se necessário, suporte ventilatório. O reconhecimento precoce dessas condições impacta diretamente o prognóstico e a sobrevida do paciente.
O IAM de parede inferior é caracterizado por supradesnível do segmento ST nas derivações DII, DIII e AvF. Pode estar associado a bradicardia e hipotensão se houver acometimento do ventrículo direito.
A classificação de Killip avalia a gravidade da insuficiência cardíaca em pacientes com IAM. Killip I: sem sinais de IC. Killip II: estertores em menos de 50% dos campos pulmonares. Killip III: edema agudo de pulmão (estertores em mais de 50% dos campos). Killip IV: choque cardiogênico.
Um IAM classificado como Killip III indica insuficiência cardíaca grave com edema agudo de pulmão, o que está associado a um pior prognóstico e maior mortalidade hospitalar em comparação com Killip I e II, exigindo manejo intensivo.
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