Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2024
A dor torácica é o sintoma mais prevalente de IAM em ambos os sexos. Sendo correto que:
Mulheres com IAM → mais sintomas atípicos (fadiga, náuseas, dor cervical/dorsal), atrasando diagnóstico.
A apresentação clínica do IAM em mulheres frequentemente difere da clássica dor torácica opressiva, incluindo sintomas como fadiga, dispneia, náuseas, vômitos e dor em regiões atípicas (costas, pescoço, mandíbula). Essa variabilidade pode levar a um atraso no diagnóstico e tratamento.
O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é uma das principais causas de mortalidade global. Embora a dor torácica seja o sintoma mais prevalente em ambos os sexos, a apresentação clínica pode variar significativamente entre homens e mulheres, sendo um ponto crucial para a prática médica e exames de residência. Reconhecer essas diferenças é vital para um diagnóstico e tratamento precoces. A fisiopatologia do IAM envolve a oclusão de uma artéria coronária, geralmente por ruptura de placa aterosclerótica. Em mulheres, a doença coronariana pode se manifestar com maior frequência como disfunção microvascular ou erosão de placa, em vez de grandes obstruções. Isso contribui para a ocorrência de sintomas atípicos, como fadiga, dispneia, náuseas, vômitos e dor em regiões não torácicas, como costas, pescoço ou mandíbula, o que pode dificultar o diagnóstico. O tratamento do IAM é tempo-dependente, e o atraso no reconhecimento dos sintomas atípicos em mulheres pode levar a um início tardio da terapia de reperfusão, impactando negativamente o prognóstico. É fundamental que médicos e residentes estejam cientes dessas particularidades para realizar uma anamnese detalhada e considerar o IAM mesmo na ausência de dor torácica clássica, garantindo uma abordagem diagnóstica e terapêutica adequada.
Mulheres podem apresentar fadiga inexplicável, dispneia, náuseas, vômitos, dor abdominal, dor nas costas, pescoço ou mandíbula, e tontura, em vez da dor torácica clássica.
As diferenças podem estar relacionadas a fatores hormonais, menor prevalência de doença obstrutiva macrovascular e maior incidência de disfunção microvascular em mulheres.
O atraso no reconhecimento dos sintomas atípicos pode levar a um início tardio do tratamento, resultando em maior morbidade e mortalidade para as mulheres.
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