SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2020
Homem de 70 anos, diabético e tabagista. Dá entrada na Unidade de Pronto atendimento com histórico de epigastralgia e náuseas há 40 minutos. Apresentando PA 160X 100 mmHg, feito o eletrocardiograma a seguir que evidencia um infarto agudo do miocárdio, a área cardíaca acometida é:
IAM inferior → supradesnivelamento ST em DII, DIII, aVF. Cuidado com bradicardia e hipotensão.
O infarto agudo do miocárdio da parede inferior é caracterizado por alterações eletrocardiográficas nas derivações DII, DIII e aVF. É frequentemente associado à oclusão da artéria coronária direita e pode cursar com sintomas atípicos como epigastralgia e náuseas, além de bradiarritmias e hipotensão.
O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é uma emergência cardiovascular grave, sendo o IAM inferior uma apresentação comum. A epidemiologia do IAM é marcada por fatores de risco como diabetes, tabagismo, hipertensão e dislipidemia, que aumentam a incidência em idosos. A identificação precoce é crucial para o prognóstico do paciente. A fisiopatologia envolve a oclusão de uma artéria coronária, geralmente a artéria coronária direita (ACD) no caso do IAM inferior, levando à isquemia e necrose miocárdica. O diagnóstico é feito pela tríade clínica, eletrocardiograma (ECG) e marcadores de necrose miocárdica. No ECG, o IAM inferior se manifesta com supradesnivelamento do segmento ST em DII, DIII e aVF. Sintomas atípicos como epigastralgia e náuseas são comuns e podem atrasar o diagnóstico. O tratamento inicial visa restaurar o fluxo sanguíneo coronariano (revascularização), aliviar a dor e prevenir complicações. É fundamental monitorar o paciente para bradiarritmias e hipotensão, que são mais frequentes no IAM inferior devido ao envolvimento do nó atrioventricular. O prognóstico depende da extensão do infarto e da rapidez do tratamento.
O infarto da parede inferior é indicado por alterações no segmento ST (geralmente supradesnivelamento) nas derivações DII, DIII e aVF do eletrocardiograma.
Sintomas atípicos do IAM inferior incluem dor epigástrica, náuseas, vômitos, sudorese, fadiga e dispneia, que podem mascarar a apresentação clássica de dor torácica.
A artéria coronária direita (ACD) é a mais frequentemente envolvida no infarto agudo do miocárdio da parede inferior, especialmente em pacientes com dominância direita.
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