Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2020
Um paciente que chega com dor torácica e alteração eletrocargiográfica em D2, D3, AVF, tem qual área do coração comprometida?
D2, D3, AVF com alteração eletrocardiográfica → Infarto de parede inferior.
As derivações D2, D3 e AVF são as que melhor visualizam a parede inferior do ventrículo esquerdo. Alterações isquêmicas ou de lesão nessas derivações são patognomônicas de infarto agudo do miocárdio de parede inferior, geralmente causado pela oclusão da artéria coronária direita.
O infarto agudo do miocárdio (IAM) é uma das principais causas de mortalidade cardiovascular globalmente. A identificação rápida da área comprometida é fundamental para o manejo adequado e prognóstico do paciente. O eletrocardiograma (ECG) é a ferramenta diagnóstica inicial mais importante, permitindo a localização anatômica do infarto e guiando a terapia de reperfusão. O IAM de parede inferior, especificamente, é caracterizado por alterações nas derivações D2, D3 e AVF, que são cruciais para o diagnóstico diferencial e a conduta clínica. A fisiopatologia do IAM envolve a oclusão de uma artéria coronária, levando à isquemia e necrose do tecido miocárdico. No caso do IAM inferior, a artéria coronária direita (ACD) é a mais comumente afetada, responsável pela irrigação da parede inferior do ventrículo esquerdo e, em muitos casos, do nó atrioventricular. A suspeita clínica deve surgir em pacientes com dor torácica anginosa, acompanhada de sintomas como náuseas, vômitos, bradicardia ou hipotensão, que são mais prevalentes neste tipo de infarto devido ao envolvimento vagal. O tratamento do IAM inferior segue os princípios gerais do manejo do infarto, incluindo a reperfusão coronariana (angioplastia primária ou trombólise) o mais rápido possível. No entanto, é importante estar atento a complicações específicas, como o infarto de ventrículo direito associado (que ocorre em cerca de 30-50% dos IAM inferiores e exige cautela com nitratos e diuréticos) e bloqueios atrioventriculares. O reconhecimento precoce e a compreensão da anatomia coronariana e das derivações do ECG são essenciais para otimizar o tratamento e melhorar os desfechos dos pacientes.
As derivações D2, D3 e AVF são as que representam a parede inferior do coração. Alterações como supradesnivelamento do segmento ST nessas derivações são indicativas de infarto agudo do miocárdio inferior.
A artéria coronária direita (ACD) é a mais frequentemente responsável pelo suprimento sanguíneo da parede inferior do ventrículo esquerdo. Sua oclusão é a causa mais comum de infarto inferior.
Além da dor torácica, o infarto inferior pode cursar com bradicardia, hipotensão e náuseas/vômitos, devido ao envolvimento do nó atrioventricular e reflexos vagais, que são supridos pela ACD.
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