PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022
Sobre as medicações no tratamento do infarto agudo do miocárdico, assinale a alternativa CORRETA.
Beta-bloqueadores (ex: Atenolol) devem ser iniciados nas primeiras 24h pós-IAM, se não houver contraindicações.
O início precoce de beta-bloqueadores orais (nas primeiras 24 horas) em pacientes com IAM sem contraindicações é uma recomendação de classe I, pois reduz a mortalidade, reinfarto e isquemia recorrente, melhorando a função ventricular esquerda.
O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é uma emergência cardiovascular causada pela oclusão de uma artéria coronária, levando à necrose do miocárdio. O tratamento farmacológico precoce e adequado é crucial para limitar o tamanho do infarto, prevenir complicações e reduzir a mortalidade. A abordagem terapêutica envolve antiagregantes, anticoagulantes, beta-bloqueadores, estatinas e inibidores da ECA/BRA. A fisiopatologia do IAM envolve a formação de um trombo sobre uma placa aterosclerótica rompida. O diagnóstico é baseado em sintomas clínicos, alterações eletrocardiográficas e elevação de biomarcadores cardíacos. O tratamento visa restaurar o fluxo sanguíneo coronariano (revascularização) e otimizar o suporte farmacológico. As medicações essenciais incluem AAS e um segundo antiagregante plaquetário (Clopidogrel, Ticagrelor ou Prasugrel), anticoagulantes, estatinas de alta intensidade e beta-bloqueadores. Os beta-bloqueadores orais, como o Atenolol, devem ser iniciados nas primeiras 24 horas na ausência de contraindicações, pois reduzem a demanda miocárdica de oxigênio e melhoram o prognóstico a longo prazo. A morfina, embora usada para dor, não impacta a mortalidade e pode ter efeitos adversos.
Os beta-bloqueadores orais devem ser iniciados nas primeiras 24 horas após o IAM, desde que não existam contraindicações como bradicardia grave, hipotensão, choque cardiogênico, bloqueio AV de alto grau ou broncoespasmo ativo.
As estatinas de alta intensidade devem ser iniciadas o mais precocemente possível (nas primeiras 24 horas) em todos os pacientes com IAM, independentemente dos níveis de colesterol, para estabilizar placas ateroscleróticas e reduzir eventos cardiovasculares futuros.
A terapia antiplaquetária dupla (DAPT) com AAS e um inibidor P2Y12 (Clopidogrel, Ticagrelor ou Prasugrel) é fundamental. Ticagrelor e Prasugrel são geralmente preferidos ao Clopidogrel em pacientes com IAM com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) ou IAM sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST) de alto risco, devido à sua maior potência.
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