IAM: Início de Beta-Bloqueadores e Outras Medicações Essenciais

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022

Enunciado

Sobre as medicações no tratamento do infarto agudo do miocárdico, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Um beta bloqueador, como o Atenolol, deve ser iniciado nas primeiras 24 horas, caso não existam contraindicações.
  2. B) As estatinas devem ser iniciadas nas primeiras 24 horas, sendo recomendado iniciar um esquema com uma estatina de média potencia e reavaliar o paciente em 4 semanas após o evento, aumentando a dose caso não se atinjam as metas terapêuticas.
  3. C) As evidências atuais apontam que a morfina é o analgésico de primeira linha para os quadros de IAM, uma vez que impactam em menor mortalidade por redução da descarga adrenérgica do paciente.
  4. D) Deve-se iniciar imediatamente AAS com um segundo antiagregante plaquetário, preferencialmente a Ticlopidina ou o Clopidogrel, que foram superiores ao Ticagrelor e ao Prasugrel nos grandes trials.
  5. E) Deve-se iniciar imediatamente AAS com um segundo antiagregante plaquetário, preferencialmente a Ticlopidina ou o Clopidogrel, que foram superiores ao Ticagrelor e ao Prasugrel nos grandes trials.

Pérola Clínica

Beta-bloqueadores (ex: Atenolol) devem ser iniciados nas primeiras 24h pós-IAM, se não houver contraindicações.

Resumo-Chave

O início precoce de beta-bloqueadores orais (nas primeiras 24 horas) em pacientes com IAM sem contraindicações é uma recomendação de classe I, pois reduz a mortalidade, reinfarto e isquemia recorrente, melhorando a função ventricular esquerda.

Contexto Educacional

O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é uma emergência cardiovascular causada pela oclusão de uma artéria coronária, levando à necrose do miocárdio. O tratamento farmacológico precoce e adequado é crucial para limitar o tamanho do infarto, prevenir complicações e reduzir a mortalidade. A abordagem terapêutica envolve antiagregantes, anticoagulantes, beta-bloqueadores, estatinas e inibidores da ECA/BRA. A fisiopatologia do IAM envolve a formação de um trombo sobre uma placa aterosclerótica rompida. O diagnóstico é baseado em sintomas clínicos, alterações eletrocardiográficas e elevação de biomarcadores cardíacos. O tratamento visa restaurar o fluxo sanguíneo coronariano (revascularização) e otimizar o suporte farmacológico. As medicações essenciais incluem AAS e um segundo antiagregante plaquetário (Clopidogrel, Ticagrelor ou Prasugrel), anticoagulantes, estatinas de alta intensidade e beta-bloqueadores. Os beta-bloqueadores orais, como o Atenolol, devem ser iniciados nas primeiras 24 horas na ausência de contraindicações, pois reduzem a demanda miocárdica de oxigênio e melhoram o prognóstico a longo prazo. A morfina, embora usada para dor, não impacta a mortalidade e pode ter efeitos adversos.

Perguntas Frequentes

Quando os beta-bloqueadores devem ser iniciados no tratamento do IAM?

Os beta-bloqueadores orais devem ser iniciados nas primeiras 24 horas após o IAM, desde que não existam contraindicações como bradicardia grave, hipotensão, choque cardiogênico, bloqueio AV de alto grau ou broncoespasmo ativo.

Qual o papel das estatinas no tratamento do IAM?

As estatinas de alta intensidade devem ser iniciadas o mais precocemente possível (nas primeiras 24 horas) em todos os pacientes com IAM, independentemente dos níveis de colesterol, para estabilizar placas ateroscleróticas e reduzir eventos cardiovasculares futuros.

Quais são os antiagregantes plaquetários recomendados no IAM?

A terapia antiplaquetária dupla (DAPT) com AAS e um inibidor P2Y12 (Clopidogrel, Ticagrelor ou Prasugrel) é fundamental. Ticagrelor e Prasugrel são geralmente preferidos ao Clopidogrel em pacientes com IAM com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) ou IAM sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST) de alto risco, devido à sua maior potência.

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