PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
Homem de 64 anos foi atendido no pronto-socorro de um hospital que não possui serviço de hemodinâmica. Foi diagnosticado com infarto agudo do miocárdio (IAM) com supraelevação do segmento ST. Recebeu tratamento trombolítico com alteplase, apresentou resposta clínica e eletrocardiográfica (ECG pós-reperfusão sem anormalidades) e permaneceu sob monitorização. Encontrava-se assintomático e apresentava os seguintes dados vitais: FC 68bpm, FR 18ipm, SpO2 95% (ar ambiente), PA 136/84mmHg, quando foi observado o seguinte traçado eletrocardiográfico: Assinale a alternativa que apresenta a conduta MAIS ADEQUADA neste momento em relação à abordagem da alteração eletrocardiográfica observada:
RIVA pós-reperfusão em IAM é comum e benigno, não requer tratamento específico se hemodinamicamente estável.
O Ritmo Idioventricular Acelerado (RIVA) é uma arritmia ventricular comum e geralmente benigna que ocorre após a reperfusão coronariana em pacientes com IAM com supra de ST. Se o paciente estiver hemodinamicamente estável e assintomático, a conduta é expectante.
O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) com supradesnivelamento do segmento ST é uma emergência médica que exige reperfusão coronariana imediata, seja por angioplastia primária ou trombólise, para restaurar o fluxo sanguíneo e limitar a extensão da necrose miocárdica. Após a reperfusão, é comum observar uma série de fenômenos elétricos no eletrocardiograma (ECG), que podem ser tanto benignos quanto malignos, e o reconhecimento desses padrões é crucial para o manejo adequado. Um dos fenômenos mais característicos e geralmente benignos da reperfusão é o Ritmo Idioventricular Acelerado (RIVA). O RIVA é uma arritmia ventricular com complexos QRS largos, sem onda P associada, e uma frequência cardíaca geralmente entre 60 e 120 batimentos por minuto. Ele é considerado um marcador de reperfusão bem-sucedida, refletindo a irritabilidade do miocárdio que foi isquêmico e agora está sendo reoxigenado. Para residentes, é fundamental diferenciar o RIVA de outras arritmias ventriculares mais graves, como a taquicardia ventricular sustentada. No contexto de um paciente hemodinamicamente estável e assintomático após trombólise bem-sucedida, a conduta mais adequada para o RIVA é a expectante e o suporte clínico, pois geralmente é autolimitado e não requer tratamento antiarrítmico específico. A intervenção só é necessária se houver instabilidade hemodinâmica ou sintomas associados.
O RIVA é uma arritmia ventricular com frequência entre 60-120 bpm, geralmente sem comprometimento hemodinâmico. Ele ocorre após a reperfusão coronariana devido à irritabilidade do miocárdio isquêmico que foi restaurado, sendo considerado um sinal de reperfusão bem-sucedida.
O RIVA geralmente não requer tratamento específico se o paciente estiver hemodinamicamente estável e assintomático. A intervenção (como atropina para bradicardia associada ou, raramente, marcapasso) é considerada apenas se houver comprometimento hemodinâmico significativo.
Sinais de reperfusão incluem alívio da dor torácica, resolução do supradesnivelamento do segmento ST em mais de 50% no ECG, e a ocorrência de arritmias de reperfusão, como o RIVA, que indicam o retorno do fluxo sanguíneo.
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