FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2020
Em relação à paciente relatada na questão anterior responda. Quanto ao tratamento e de acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, assinale a resposta incorreta.Enunciado da questão anterior: Mulher de 65 anos, diabética, é avaliada no Centro de Dor Torácica do HB com queixa de dor precordial em queimação, há 1 hora, de moderada intensidade, irradiada para o membro superior esquerdo e desencadeada ao repouso. Ao exame físico apresenta PA: 85 x 55 mmHg, FC: 105 BPM. O ECG mostrou supradesnível do segmento ST de 1,5 mm nas derivações V2-V3 e 1 mm em V4.
Betabloqueadores IV no IAM devem ser usados com critério, especialmente em hipotensão ou choque cardiogênico.
Betabloqueadores endovenosos no IAM devem ser administrados com cautela, especialmente em pacientes com sinais de instabilidade hemodinâmica como hipotensão ou choque cardiogênico, devido ao risco de agravamento da disfunção ventricular. A prevenção secundária, no entanto, é amplamente indicada.
O tratamento do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) com supradesnível do segmento ST é uma emergência médica que exige intervenção rápida e baseada em diretrizes para otimizar o prognóstico. A abordagem inicial visa restaurar o fluxo sanguíneo coronariano (revascularização), aliviar a dor, limitar a área de necrose e prevenir complicações. Medicamentos como o ácido acetilsalicílico (AAS), nitratos, betabloqueadores, clopidogrel (ou outros antiplaquetários P2Y12) e estatinas são pilares do tratamento. O AAS é fundamental e deve ser administrado precocemente, a menos que haja contraindicação absoluta. Nitratos são eficazes para aliviar a dor isquêmica, mas são contraindicados em hipotensão, infarto de ventrículo direito ou uso recente de inibidores de fosfodiesterase. Os betabloqueadores, embora benéficos a longo prazo na prevenção secundária, devem ser usados com cautela na fase aguda, especialmente a via endovenosa, em pacientes com instabilidade hemodinâmica, como hipotensão ou choque cardiogênico, devido ao risco de piorar a função ventricular. A decisão de usar betabloqueadores endovenosos deve ser individualizada, considerando o perfil de risco do paciente. Estudos como o COMMIT demonstraram que, embora haja benefício geral, um subgrupo de pacientes com choque cardiogênico pode ter desfechos piores com a administração precoce. Portanto, a exclusão de betabloqueadores precoces não implica em sua exclusão da prevenção secundária, onde são amplamente indicados para reduzir eventos cardiovasculares futuros.
Nitratos são contraindicados em pacientes com hipotensão arterial, uso recente de inibidores de fosfodiesterase (sildenafil nas últimas 24h, tadalafila nas últimas 48h) e infarto de ventrículo direito.
Betabloqueadores endovenosos devem ser evitados em pacientes com sinais de insuficiência cardíaca aguda, hipotensão, bradicardia, bloqueio atrioventricular de alto grau ou choque cardiogênico, devido ao risco de piora hemodinâmica.
Sim, o ácido acetilsalicílico (AAS) é o único antiplaquetário indicado rotineiramente para todos os pacientes com suspeita de IAM, exceto em casos de alergia ou sangramento interno ativo, devido à sua eficácia na redução da mortalidade.
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