HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2020
Um paciente de 48 anos, portador de hipertensão e diabetes apresenta-se no pronto atendimento com queixa de dor torácica intensa com início há 5 horas. Ele refere que a dor tem características opressiva com irradiação para ambos os membros, que piora ao esforço mínimo e tem discreto alívio ao repouso. O eletrocardiograma realizado encontra-se abaixo: Qual a melhor conduta imediata?
Dor torácica + Supra de ST/BRE novo = Reperfusão imediata (Ideal: Angioplastia < 90min).
Em pacientes com dor torácica típica e evidência de oclusão coronariana (Supra ST ou BRE novo), o tempo é músculo; a reperfusão deve ser iniciada sem aguardar marcadores.
O manejo da Síndrome Coronariana Aguda com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) foca na restauração rápida do fluxo coronariano. A estratégia preferencial é a Intervenção Coronariana Percutânea (ICP) primária. O diagnóstico é clínico-eletrocardiográfico; a espera por biomarcadores de necrose miocárdica (como troponina) atrasa o tratamento e aumenta a mortalidade. O benefício da reperfusão é máximo nas primeiras 12 horas do início dos sintomas. Em casos de indisponibilidade de hemodinâmica, a trombólise química deve ser considerada, respeitando-se o tempo porta-agulha de 30 minutos.
O objetivo é realizar a angioplastia primária em até 90 minutos após a chegada ao hospital com serviço de hemodinâmica, ou 120 minutos se houver necessidade de transferência.
Indicados quando a angioplastia primária não pode ser realizada em até 120 minutos do diagnóstico, desde que não haja contraindicações e o tempo de dor seja < 12 horas.
Sim, em um contexto clínico de dor torácica típica, um Bloqueio de Ramo Esquerdo (BRE) presumivelmente novo deve ser tratado como equivalente a IAM com supra de ST.
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