IAMCSST: Diagnóstico, Tratamento e Reperfusão Urgente

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2022

Enunciado

Homem, 63 anos, hipertenso, diabético e tabagista, deu entrada na UPA com quadro de dor precordial em aperto, de forte intensidade, iniciada há cerca de 30 minutos após tentar correr para pegar o ônibus, com irradiação para mandíbula. Nega episódios semelhantes prévios. Realizado eletrocardiograma na chegada.Sobre o caso, pergunta-se (V ou F):(   )Trata-se de um infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST de parede anterior.(   ) A artéria mais comumente acometida é a coronária circunflexa.(   ) Quadros como miocardite secundária à infecção pela covid-19 pode ser excluídos com esse padrão eletrocardiográfico.(   ) O tratamento ideal nesses casos é angioplastia primária da coronária acometida em até 120 minutos.

Alternativas

  1. A) V – F – V – V.
  2. B) F – F – V – V.
  3. C) V – F – F – V.
  4. D) F – V – V – V.

Pérola Clínica

IAMCSST: dor torácica típica + fatores risco + ECG com supra ST → angioplastia primária < 120 min.

Resumo-Chave

A dor precordial em aperto com irradiação para mandíbula, associada a fatores de risco como hipertensão, diabetes e tabagismo, é altamente sugestiva de síndrome coronariana aguda. Em caso de IAMCSST, a reperfusão coronariana por angioplastia primária é a terapia de escolha, com tempo porta-balão idealmente abaixo de 90 minutos, e no máximo 120 minutos.

Contexto Educacional

O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) é uma emergência médica caracterizada pela oclusão completa de uma artéria coronária, resultando em necrose miocárdica. Sua importância clínica reside na alta morbimortalidade se não tratado prontamente. A apresentação típica envolve dor precordial anginosa, irradiada, associada a fatores de risco cardiovascular como hipertensão, diabetes e tabagismo, que aumentam significativamente a probabilidade de doença aterosclerótica. O diagnóstico de IAMCSST é confirmado pelo eletrocardiograma (ECG) que mostra supradesnivelamento do segmento ST em duas ou mais derivações contíguas, além da elevação de marcadores de necrose miocárdica. É fundamental diferenciar de outras causas de dor torácica e de alterações eletrocardiográficas que mimetizam IAM, como pericardite aguda ou miocardite, que podem apresentar supradesnivelamento do ST. A artéria descendente anterior esquerda é a mais frequentemente acometida, sendo responsável pelos infartos de parede anterior. O tratamento definitivo do IAMCSST é a reperfusão coronariana, preferencialmente através de angioplastia primária, que deve ser realizada o mais rápido possível, idealmente em até 90 minutos (tempo porta-balão) e no máximo 120 minutos da chegada ao hospital. A terapia farmacológica adjuvante inclui antiagregantes plaquetários, anticoagulantes, betabloqueadores e estatinas. O manejo rápido e eficaz é essencial para preservar a função ventricular e melhorar o prognóstico do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos de um IAMCSST?

Os sinais clássicos incluem dor precordial em aperto, forte intensidade, com irradiação para mandíbula, braço esquerdo ou dorso, muitas vezes associada a sudorese, náuseas e dispneia. É comum o início após esforço físico ou estresse emocional.

Qual a importância do tempo porta-balão no tratamento do IAMCSST?

O tempo porta-balão é crucial para o prognóstico do paciente, pois quanto mais rápido a artéria coronária ocluída for reperfundida, menor será a área de necrose miocárdica e melhores os desfechos clínicos. O objetivo é realizar a angioplastia primária em até 90 minutos da chegada ao hospital, ou no máximo 120 minutos.

Quais são os principais diagnósticos diferenciais para dor torácica aguda?

Os principais diagnósticos diferenciais incluem outras síndromes coronarianas agudas (IAM sem supra ST, angina instável), dissecção aguda de aorta, embolia pulmonar, pericardite, miocardite, pneumotórax e causas gastrointestinais como refluxo gastroesofágico.

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