IAMCSST Anterior: Diagnóstico e Reperfusão Urgente

Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 50 anos, hipertensa, tabagista e diabética, é trazida pelo SAMU ao setor de emergência de um hospital de alta complexidade, com queixa de precordialgia em pontada, forte intensidade (10+/10+), iniciada há 30 minutos, sem relação com esforço físico, irradiada para a região epigástrica e acompanhada de sudorese fria. O eletrocardiograma realizado imediatamente está representado abaixo: A hipótese diagnóstica e a conduta visando a efetiva reperfusão miocárdica são:

Alternativas

  1. A) Infarto agudo do miocárdio com infradesnivelamento do segmento ST em parede inferior. Tratamento com trombolítico endovenoso imediatamente.
  2. B) Infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST em parede septal. Aguardar o resultado de marcadores de necrose miocárdica para determinar a conduta.
  3. C) Infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST em parede anterior extensa. Encaminhar para angioplastia primária imediatamente.
  4. D) Infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST em parede infero-látero-dorsal. Aguardar o resultado de marcadores de necrose miocárdica para determinar a conduta.

Pérola Clínica

IAMCSST anterior extenso → Angioplastia primária imediata para reperfusão miocárdica efetiva.

Resumo-Chave

Pacientes com dor torácica isquêmica e supradesnivelamento do segmento ST no ECG devem ser encaminhados para reperfusão miocárdica urgente. A angioplastia primária é a estratégia preferencial quando disponível em tempo hábil, especialmente em IAM de parede anterior extensa, que cursa com maior mortalidade.

Contexto Educacional

O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) é uma emergência cardiovascular grave, caracterizada pela oclusão completa de uma artéria coronária, resultando em necrose miocárdica. A parede anterior extensa, suprida pela artéria descendente anterior, é associada a maior área de infarto e pior prognóstico, sendo crucial o reconhecimento rápido e a intervenção imediata. Fatores de risco como hipertensão, tabagismo e diabetes aumentam significativamente a probabilidade de eventos coronarianos. O diagnóstico do IAMCSST baseia-se na tríade de dor torácica isquêmica, alterações eletrocardiográficas (supradesnivelamento do segmento ST ≥ 1mm em ≥ 2 derivações contíguas ou novo bloqueio de ramo esquerdo) e elevação de marcadores de necrose miocárdica. A dor pode ser atípica, irradiando para epigástrio, mandíbula ou braços. O ECG deve ser realizado em até 10 minutos da chegada do paciente à emergência para guiar a conduta de reperfusão. A conduta definitiva para o IAMCSST é a reperfusão miocárdica, visando restaurar o fluxo sanguíneo na artéria ocluída. A angioplastia primária é o método preferencial, com tempo porta-balão idealmente < 90 minutos. Caso não seja possível, a trombólise farmacológica deve ser considerada em até 12 horas do início dos sintomas. O manejo inclui também terapia antiplaquetária dupla, anticoagulação, betabloqueadores e estatinas, conforme as diretrizes, para otimizar o prognóstico e prevenir novos eventos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais eletrocardiográficos de IAM de parede anterior?

O IAM de parede anterior é caracterizado por supradesnivelamento do segmento ST nas derivações precordiais (V1-V6), podendo estender-se a D1 e aVL, indicando isquemia em uma grande área do miocárdio.

Qual a conduta inicial para reperfusão miocárdica em IAMCSST?

A conduta inicial para reperfusão miocárdica em IAMCSST é a angioplastia primária, se disponível em até 90-120 minutos, ou a trombólise, caso a angioplastia não seja viável no tempo recomendado.

Por que a dor epigástrica pode ser um sintoma de IAM?

A dor epigástrica pode ser um sintoma de IAM, especialmente de parede inferior ou anterior, devido à inervação autonômica compartilhada entre o coração e o trato gastrointestinal, levando a irradiação atípica da dor.

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