Fibrinólise no STEMI: Avaliando Riscos e Benefícios Pós-Cirurgia

INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Um paciente do sexo masculino, 68 anos de idade, sem comorbidades conhecidas, vem ao INTO para revisão, 10 dias após ter sido submetido à uma osteossíntese de rádio distal. Durante o atendimento ele refere forte dor precordial opressiva, com irradiação para a mandíbula. O médico plantonista solicita um eletrocardiograma (abaixo). Sabendo que não há possibilidade de transferência hospitalar, como você interpreta a indicação de fibrinolíticos neste caso?

Alternativas

  1. A) São indicados, apesar da cirurgia recente.
  2. B) São contraindicação absoluta, pois o paciente foi submetido à cirurgia recente.
  3. C) Não de pode definir sobre seu uso até que se tenha o resultado da dosagem de troponina.
  4. D) São contraindicados pois não haverá benefício neste tipo de infarto.
  5. E) São contraindicados pois o paciente é idoso.

Pérola Clínica

STEMI + cirurgia recente (baixo risco) + sem PCI disponível → fibrinólise é indicada como reperfusão primária.

Resumo-Chave

Em um paciente com forte suspeita de STEMI e sem acesso a angioplastia primária, a fibrinólise é a terapia de reperfusão de escolha. Cirurgia recente de baixo risco, como osteossíntese de rádio distal há 10 dias, é uma contraindicação relativa, e o benefício da reperfusão geralmente supera o risco de sangramento.

Contexto Educacional

O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (STEMI) é uma emergência cardiovascular que exige reperfusão miocárdica imediata para restaurar o fluxo sanguíneo e limitar o dano ao músculo cardíaco. A intervenção coronariana percutânea (ICP) primária é a estratégia de reperfusão preferencial, mas quando não disponível em tempo hábil, a fibrinólise se torna a alternativa crucial. A decisão de realizar fibrinólise envolve uma cuidadosa avaliação dos riscos e benefícios, considerando as contraindicações. Cirurgias recentes são uma contraindicação relativa, e a gravidade e o tipo da cirurgia influenciam essa avaliação. Uma osteossíntese de rádio distal, por exemplo, é geralmente considerada de menor risco hemorrágico em comparação com cirurgias abdominais ou torácicas maiores. Em cenários onde a ICP não é uma opção viável dentro da janela terapêutica, o benefício da reperfusão para salvar o miocárdio e melhorar o prognóstico do paciente com STEMI frequentemente supera o risco aumentado de sangramento associado a uma contraindicação relativa. É fundamental que os médicos estejam aptos a ponderar esses fatores e tomar decisões rápidas para garantir o melhor desfecho para o paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais indicações para fibrinólise em um paciente com IAM?

A fibrinólise é indicada para pacientes com diagnóstico de STEMI (supradesnivelamento do segmento ST no ECG) que apresentam sintomas há menos de 12 horas e não têm acesso a uma intervenção coronariana percutânea (ICP) primária em tempo hábil (geralmente dentro de 90-120 minutos).

Quais são as contraindicações absolutas e relativas para a fibrinólise?

Contraindicações absolutas incluem AVC hemorrágico prévio, AVC isquêmico nos últimos 3 meses, neoplasia intracraniana, sangramento ativo. Contraindicações relativas incluem cirurgia maior recente (<3 semanas), trauma recente, hipertensão não controlada, úlcera péptica ativa, entre outras.

Como a idade do paciente afeta a decisão de realizar fibrinólise?

A idade avançada aumenta o risco de complicações hemorrágicas com a fibrinólise, mas não é uma contraindicação absoluta. O benefício da reperfusão em STEMI geralmente supera os riscos em idosos, especialmente na ausência de outras contraindicações mais graves.

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