HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2025
Um homem de 55 anos, com histórico de tabagismo e obesidade, é levado ao pronto-socorro com dor no peito, sudorese e náusea. O ECG revela elevações do segmento ST em derivações anterolaterais e marcadores cardíacos são elevados. Qual é o próximo passo mais apropriado no manejo deste paciente?
IAMCSST: Cateterismo cardíaco urgente é a terapia de reperfusão preferencial se disponível em tempo hábil.
Em pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST), a reperfusão coronariana é crucial. A angioplastia primária (cateterismo cardíaco urgente) é o tratamento de escolha quando pode ser realizada dentro dos tempos recomendados (idealmente <90 minutos da chegada ao hospital), por oferecer melhores desfechos em comparação à trombólise.
O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) é uma emergência médica caracterizada pela oclusão completa de uma artéria coronária, resultando em necrose miocárdica. É uma das principais causas de mortalidade cardiovascular globalmente, exigindo reconhecimento rápido e intervenção imediata para minimizar o dano ao músculo cardíaco e melhorar o prognóstico do paciente. A apresentação clínica clássica envolve dor torácica isquêmica, e o diagnóstico é confirmado pelo ECG e marcadores de necrose miocárdica. A fisiopatologia do IAMCSST envolve a ruptura de uma placa aterosclerótica na artéria coronária, seguida pela formação de um trombo oclusivo. O diagnóstico é estabelecido pela elevação persistente do segmento ST em duas ou mais derivações contíguas no ECG e pela elevação dos marcadores de necrose miocárdica, como troponinas. A suspeita clínica deve ser alta em pacientes com fatores de risco e sintomas compatíveis, e o tempo é um fator crítico para a intervenção. O tratamento primordial do IAMCSST é a reperfusão miocárdica. A angioplastia coronariana primária (ACTP primária) é a estratégia de reperfusão preferencial, com um tempo porta-balão idealmente inferior a 90 minutos. Se a ACTP não estiver disponível em tempo hábil, a terapia trombolítica é uma alternativa. O manejo inicial também inclui medidas de suporte, como oxigenoterapia, nitratos, morfina, antiagregantes plaquetários (aspirina e clopidogrel/ticagrelor) e anticoagulantes. O prognóstico depende da extensão do infarto, tempo de reperfusão e presença de complicações.
Os principais sinais e sintomas incluem dor torácica intensa e prolongada, geralmente retroesternal, que pode irradiar para braço esquerdo, pescoço ou mandíbula, acompanhada de sudorese, náuseas, vômitos e dispneia. O ECG é fundamental para o diagnóstico, mostrando elevação do segmento ST.
O cateterismo cardíaco urgente (angioplastia primária) é preferível porque oferece uma taxa de sucesso de reperfusão mais alta, menor risco de sangramento intracraniano e melhor desfecho clínico, desde que realizado por equipe experiente e dentro dos prazos recomendados (tempo porta-balão <90 minutos).
Os principais fatores de risco incluem tabagismo, obesidade, hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, dislipidemia, histórico familiar de doença coronariana precoce e sedentarismo. O controle desses fatores é crucial para a prevenção.
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