IAM Anterior Extenso: Diagnóstico e Conduta Emergencial

HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2022

Enunciado

Homem de 54 anos, diabético, admitido com dor retroesternal intensa irradiada para mandíbula e MSE há 50 minutos. ECG de entrada com ST supra de 5mm de V1 a V6, D1 e AVL. Qual diagnóstico provável e melhor conduta?

Alternativas

  1. A) IAM de parede lateral. Administrar AAS 300mg, clopidogrel 300mg, heparinização plena e cateterismo cardíaco.
  2. B) Espasmo coronário difuso grave. Iniciar nitroglicerina IV e seriar enzimas cardíacas.
  3. C) IAM de parede anterior extenso. Administrar AAS 300mg, ticagrelor 180mg e encaminhar para angioplastia primária em caráter emergencial.
  4. D) Dissecção aguda de aorta. Solicitar angiotomografia de aorta torácica de urgência.
  5. E) TEP com repercussão eletrocardiográfica. Heparinização plena e providenciar angiotomografia de artérias pulmonares.

Pérola Clínica

IAM anterior extenso (ST supra V1-V6, D1, AVL) → Angioplastia primária + AAS + Ticagrelor urgente.

Resumo-Chave

O supradesnivelamento de ST em múltiplas derivações, especialmente de V1 a V6, D1 e AVL, indica um infarto agudo do miocárdio extenso de parede anterior. A conduta prioritária é a reperfusão coronariana imediata, preferencialmente por angioplastia primária, associada à terapia antiplaquetária dupla.

Contexto Educacional

O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) é uma emergência médica que exige reconhecimento e tratamento imediatos para minimizar a necrose miocárdica e melhorar o prognóstico. A dor retroesternal intensa, irradiada para mandíbula e membro superior esquerdo, em um paciente diabético, é altamente sugestiva de isquemia miocárdica. A apresentação eletrocardiográfica com supradesnivelamento de ST de 5mm de V1 a V6, D1 e AVL indica um IAM anterior extenso, geralmente por oclusão da artéria descendente anterior esquerda. O diagnóstico rápido via eletrocardiograma (ECG) é crucial, pois o tempo é músculo. A extensão do supradesnivelamento de ST em múltiplas derivações reflete uma grande área de miocárdio em risco. A fisiopatologia envolve a ruptura de uma placa aterosclerótica com formação de trombo oclusivo na artéria coronária. A suspeita clínica deve ser alta em pacientes com fatores de risco cardiovascular e sintomas típicos, mesmo que atípicos em diabéticos. A conduta mais apropriada é a reperfusão miocárdica emergencial, sendo a angioplastia primária o tratamento de escolha, se realizada em tempo hábil (porta-balão < 90 minutos). A terapia farmacológica adjunta inclui antiagregantes plaquetários (AAS e um inibidor P2Y12 como ticagrelor ou clopidogrel) e anticoagulantes (heparina) para prevenir a formação de novos trombos e a reoclusão. O manejo precoce e agressivo é fundamental para reduzir a mortalidade e as complicações do IAM.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais eletrocardiográficos de um IAM anterior extenso?

Um IAM anterior extenso é caracterizado por supradesnivelamento do segmento ST em derivações precordiais (V1-V6) e, frequentemente, em derivações laterais (D1 e AVL), indicando isquemia em uma grande área do ventrículo esquerdo.

Qual a conduta inicial para um paciente com IAM anterior extenso?

A conduta inicial é a reperfusão miocárdica imediata, preferencialmente por angioplastia primária, se disponível em até 90-120 minutos. Além disso, administra-se terapia antiplaquetária dupla (AAS e um inibidor P2Y12 como ticagrelor ou clopidogrel) e heparina.

Por que a angioplastia primária é a melhor conduta no IAMCSST?

A angioplastia primária é o método de reperfusão preferencial no IAMCSST por restaurar o fluxo sanguíneo coronariano de forma mais eficaz e completa, resultando em menores taxas de mortalidade e reinfarto em comparação com a trombólise, quando realizada em tempo hábil.

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