STEMI Inferior: Diagnóstico e Conduta na Emergência

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023

Enunciado

Homem de 63 anos, hipertenso, chega à emergência queixando-se de dor precordial iniciada há cerca de 30 minutos. O paciente relata dor localizada em região retroesternal, em aperto e que irradia para membro superior esquerdo. O exame físico indica pressão arterial de 190 x 100mmHg, em ambos os membros, sem outras alterações relevantes. O ECG realizado na admissão evidencia supradesnivelamento de segmento ST de 3mm, em derivações DII, DIII e AVF. A artéria mais provavelmente acometida e a conduta mais adequada, respectivamente, são:

Alternativas

  1. A) descendente anterior / cineangiocoronariografia
  2. B) descendente anterior / trombólise intravenosa
  3. C) circunflexa / cineangiocoronariografia
  4. D) circunflexa / trombólise intravenosa

Pérola Clínica

STEMI inferior (DII, DIII, AVF) → Reperfusão imediata (PCI preferencial) + Artéria mais comum é coronária direita, mas circunflexa também possível.

Resumo-Chave

O supradesnivelamento de ST em DII, DIII e AVF indica infarto agudo do miocárdio de parede inferior. A artéria mais frequentemente acometida é a coronária direita, mas a artéria circunflexa também pode ser responsável. A conduta mais adequada para STEMI é a reperfusão, sendo a intervenção coronária percutânea (PCI), realizada via cineangiocoronariografia, o tratamento de escolha.

Contexto Educacional

O infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (STEMI) é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e tratamento imediato para restaurar o fluxo sanguíneo miocárdico. A localização do infarto, determinada pelas derivações do ECG com supradesnivelamento, é crucial para identificar a artéria coronária culpada e guiar a conduta. O infarto de parede inferior, evidenciado por alterações em DII, DIII e AVF, é frequentemente associado à oclusão da artéria coronária direita, mas a artéria circunflexa também pode estar envolvida, um ponto importante para a prática clínica e provas de residência. A fisiopatologia do STEMI envolve a ruptura de uma placa aterosclerótica, levando à formação de um trombo oclusivo na artéria coronária. O diagnóstico é clínico (dor precordial típica) e eletrocardiográfico. A reperfusão é o pilar do tratamento, visando minimizar a área de necrose miocárdica. A intervenção coronária percutânea (PCI) primária é o método de reperfusão preferencial, pois oferece maior taxa de recanalização e melhores desfechos em comparação com a trombólise farmacológica, quando realizada em centros com capacidade para tal. Para residentes, é fundamental dominar a interpretação do ECG para localização do infarto e a escolha da estratégia de reperfusão. A cineangiocoronariografia é o procedimento diagnóstico e terapêutico que permite a visualização das artérias coronárias e a realização da angioplastia com stent. A rápida tomada de decisão e a coordenação da equipe são essenciais para o prognóstico do paciente com STEMI, enfatizando a importância de um manejo ágil e baseado em evidências.

Perguntas Frequentes

Quais derivações do ECG indicam infarto de parede inferior?

O infarto agudo do miocárdio de parede inferior é caracterizado por supradesnivelamento do segmento ST nas derivações DII, DIII e AVF no eletrocardiograma.

Qual a artéria mais comumente acometida no infarto de parede inferior?

A artéria coronária direita (ACD) é a mais frequentemente acometida no infarto de parede inferior. No entanto, a artéria circunflexa também pode ser responsável, especialmente em casos de dominância esquerda.

Qual a conduta inicial mais adequada para um paciente com STEMI?

A conduta inicial mais adequada para um paciente com STEMI é a reperfusão miocárdica imediata. A intervenção coronária percutânea (PCI) primária é o método preferencial, se disponível em tempo hábil, realizada após a cineangiocoronariografia diagnóstica.

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