HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2020
Um paciente de 48 anos, portador de hipertensão e diabetes apresenta-se no pronto atendimento com queixa de dor torácica intensa com início há 5 horas. Ele refere que a dor tem características opressiva com irradiação para ambos os membros, que piora ao esforço mínimo e tem discreto alívio ao repouso. O eletrocardiograma realizado encontra-se abaixo: Sobre a terapia medicamentosa para o paciente anterior, assinale a alternativa CORRETA:
IAMCSST → Iniciar imediatamente dupla antiagregação plaquetária (AAS + inibidor P2Y12 como Ticagrelor) para reduzir mortalidade.
Em um paciente com suspeita de Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST), a terapia antiagregante plaquetária dupla, com AAS e um inibidor P2Y12 (como Ticagrelor), é uma intervenção de alta prioridade e deve ser iniciada o mais rápido possível para prevenir a trombose e melhorar o prognóstico.
O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) é uma emergência cardiovascular grave, causada pela oclusão completa de uma artéria coronária, resultando em necrose miocárdica. O reconhecimento rápido e a intervenção imediata são cruciais para limitar o tamanho do infarto, preservar a função ventricular e reduzir a mortalidade. A fisiopatologia central envolve a formação de um trombo sobre uma placa aterosclerótica rompida. O manejo inicial do IAMCSST foca na reperfusão miocárdica (seja por intervenção coronária percutânea primária ou trombólise) e na terapia farmacológica para estabilizar o paciente e prevenir eventos isquêmicos futuros. A terapia antiagregante plaquetária dupla (DAPT) é um pilar fundamental, combinando ácido acetilsalicílico (AAS) com um inibidor do receptor P2Y12 (como ticagrelor ou prasugrel), que atuam sinergicamente para inibir a agregação plaquetária e a formação de trombos. Além da DAPT, outras medicações importantes incluem anticoagulantes (heparina), beta-bloqueadores (se não houver contraindicações), estatinas de alta intensidade e inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) a longo prazo. O objetivo é restaurar o fluxo sanguíneo, reduzir a demanda de oxigênio do miocárdio, prevenir arritmias e remodelamento ventricular adverso, e gerenciar os fatores de risco para doença cardiovascular.
O AAS (ácido acetilsalicílico) é um antiagregante plaquetário fundamental no IAMCSST, pois inibe a ciclooxigenase-1 (COX-1), reduzindo a produção de tromboxano A2 e, consequentemente, a agregação plaquetária, prevenindo a formação de novos trombos e a expansão do trombo existente.
Os inibidores P2Y12 incluem clopidogrel, prasugrel e ticagrelor. Prasugrel e ticagrelor são mais potentes e de ação mais rápida que o clopidogrel, sendo preferidos em pacientes com IAMCSST, especialmente aqueles submetidos à intervenção coronária percutânea (ICP), a menos que haja contraindicações.
Nitratos são indicados para alívio da dor isquêmica persistente, controle da hipertensão e manejo da congestão pulmonar no IAMCSST. No entanto, não reduzem a mortalidade e são contraindicados em pacientes com hipotensão, bradicardia grave ou uso recente de inibidores de fosfodiesterase-5.
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