Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Paciente de 79 anos chega à unidade com queixa de dispneia. Ela tem antecedente de diabetes melito tratado com hipoglicemiante oral e por 10 anos fez uso de reposição hormonal para melhora de sintomas da menopausa.Assinale a alternativa que apresenta a definição eletrocardiográfica de infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST nessa paciente.
IAMCSST em mulheres > 75 anos: elevação do ponto J ≥ 1,5 mm em V2-V3.
Os critérios eletrocardiográficos para supradesnivelamento do segmento ST no IAM variam conforme idade e sexo. Em mulheres, especialmente idosas, o limiar para V2-V3 é menor do que em homens jovens, sendo 1,5 mm um critério importante.
O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) é uma emergência cardiovascular que exige reconhecimento e tratamento imediatos. A sua incidência aumenta com a idade e a presença de fatores de risco como diabetes melito. O eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações é a ferramenta diagnóstica mais importante e deve ser realizado em até 10 minutos da chegada do paciente com dor torácica. Os critérios eletrocardiográficos para o diagnóstico de IAMCSST variam ligeiramente dependendo do sexo e da idade do paciente, bem como das derivações analisadas. Em mulheres, especialmente aquelas com mais de 75 anos, o limiar para elevação do segmento ST nas derivações V2 e V3 é de 1,5 mm no ponto J. Para homens com menos de 40 anos, o limiar é de 2,5 mm em V2-V3, e para homens com 40 anos ou mais, é de 2 mm. Em outras derivações, o critério geral é de 1 mm em duas derivações contíguas. O manejo do IAMCSST envolve a rápida reperfusão miocárdica, seja por angioplastia primária ou trombólise. O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas, juntamente com a interpretação correta do ECG, é fundamental para reduzir a morbimortalidade. A presença de fatores de risco como diabetes e o uso de terapia de reposição hormonal (que pode aumentar o risco trombótico) devem alertar o médico para a possibilidade de doença coronariana.
Em mulheres, a elevação do ponto J ≥ 1,5 mm em V2-V3 é considerada significativa para o diagnóstico de IAMCSST, diferentemente dos homens jovens que exigem ≥ 2,5 mm.
As diferenças nos critérios refletem variações na anatomia cardíaca e na apresentação da doença coronariana, buscando otimizar a sensibilidade e especificidade diagnóstica em cada grupo.
Além de V2-V3, elevações do ST em outras derivações (como DII, DIII, aVF para parede inferior ou V1-V6 para parede anterior) também são cruciais, com limiares de 1 mm em duas derivações contíguas.
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