SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2022
Um homem de setenta anos de idade, previamente hipertenso e diabético, deu entrada em uma unidade de baixa complexidade, há duas horas, com dor torácica e dor em opressão retroesternal, irradiando para membro superior esquerdo, sem outros sintomas associados e sem fatores de melhora ou piora. Realizou um eletrocardiograma inicial em menos de 10 minutos da admissão, que evidenciou supradesnivelamento de segmento ST em derivações V1-V6 (abaixo). Feito o diagnóstico, observou-se que o tempo necessário para se transferir o paciente para o serviço especializado de hemodinâmica mais próximo era de 90 minutos.Com base nesse caso hipotético, a melhor conduta será
IAMCSST: Angioplastia primária é preferível se tempo porta-balão (incluindo transferência) ≤ 120 min.
Em pacientes com IAMCSST, a angioplastia primária é a estratégia de reperfusão preferencial se puder ser realizada em até 90 minutos do primeiro contato médico em centro com hemodinâmica, ou até 120 minutos se houver necessidade de transferência. A medicação inicial com antiplaquetários e anticoagulantes é fundamental antes da transferência para o procedimento.
O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) é uma emergência médica que exige reperfusão coronariana imediata para minimizar a área de necrose miocárdica e melhorar o prognóstico. A incidência permanece alta, e a rápida identificação e tratamento são cruciais para reduzir a morbimortalidade. O manejo adequado do IAMCSST é um tópico fundamental para residentes, especialmente em contextos de unidades de saúde com diferentes níveis de complexidade. A fisiopatologia do IAMCSST envolve a oclusão completa de uma artéria coronária, geralmente por um trombo sobre uma placa aterosclerótica rota. O diagnóstico é feito pela clínica de dor torácica isquêmica e alterações eletrocardiográficas características (supradesnivelamento do segmento ST). A escolha da estratégia de reperfusão (angioplastia primária ou fibrinólise) depende do tempo decorrido desde o início dos sintomas e da disponibilidade de um centro de hemodinâmica, com a angioplastia primária sendo preferencial se realizada dentro dos tempos recomendados. O tratamento inicial, independentemente da estratégia de reperfusão, inclui terapia antiplaquetária dupla (AAS e um inibidor P2Y12) e anticoagulação. A decisão entre angioplastia primária e fibrinólise é baseada no tempo porta-balão (ou tempo porta-agulha). Se a angioplastia primária puder ser realizada em até 90 minutos em um centro com hemodinâmica, ou em até 120 minutos se houver necessidade de transferência, esta é a opção preferencial. Caso contrário, a fibrinólise deve ser considerada, seguida de transferência para angiografia em 2-24 horas.
A angioplastia primária é a desobstrução mecânica da artéria coronária por cateterismo, sendo a estratégia de reperfusão preferencial. A fibrinólise é a dissolução do trombo por medicamentos, indicada quando a angioplastia não pode ser realizada em tempo hábil (geralmente > 120 minutos de atraso).
A fibrinólise é a melhor opção quando o tempo estimado para a angioplastia primária (do primeiro contato médico até a insuflação do balão) excede 120 minutos, ou quando o paciente se apresenta em uma unidade sem hemodinâmica e o tempo de transferência para um centro com hemodinâmica é superior a 90 minutos.
A conduta inicial para IAMCSST inclui a administração de antiplaquetários (AAS e um inibidor P2Y12 como clopidogrel ou ticagrelor) e um anticoagulante (como enoxaparina ou heparina não fracionada), além de nitratos, morfina e betabloqueadores conforme a necessidade clínica.
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