HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2025
A formação de um trombo rico em fibrina, secundária à ruptura de uma placa aterosclerótica instável, é a causa mais comum do IAM-ST em pacientes com fatores de risco cardiovasculares clássicos, como hipertensão e tabagismo.
IAM-ST = ruptura de placa aterosclerótica + trombo rico em fibrina + oclusão coronariana completa.
A causa mais comum do IAM-ST é a ruptura de uma placa aterosclerótica instável, levando à exposição do conteúdo trombogênico e à formação de um trombo rico em fibrina que oclui completamente a artéria coronária.
O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAM-ST) é uma emergência cardiovascular caracterizada pela oclusão completa e persistente de uma artéria coronária, resultando em necrose miocárdica. Sua compreensão fisiopatológica é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados, sendo um tema central na cardiologia e para a formação de residentes. A fisiopatologia do IAM-ST é predominantemente aterotrombótica. O evento inicial e mais comum é a ruptura ou erosão de uma placa aterosclerótica instável na parede da artéria coronária. Essa ruptura expõe o conteúdo trombogênico da placa (colágeno, fator tecidual) à corrente sanguínea, desencadeando uma cascata de coagulação e agregação plaquetária. O resultado é a formação de um trombo rico em fibrina que oclui completamente o lúmen do vaso, interrompendo o fluxo sanguíneo para uma área do miocárdio. Os fatores de risco cardiovasculares clássicos, como hipertensão arterial, tabagismo, dislipidemia, diabetes mellitus e obesidade, contribuem para o desenvolvimento e a progressão da aterosclerose, aumentando a probabilidade de formação de placas instáveis e, consequentemente, de eventos trombóticos agudos como o IAM-ST. O tratamento visa a reperfusão rápida da artéria ocluída, seja por angioplastia primária ou trombólise, para minimizar a extensão da necrose miocárdica e melhorar o prognóstico do paciente, sendo a rapidez da intervenção um fator determinante.
A placa aterosclerótica instável, com seu núcleo lipídico e capa fibrosa fina, é a base para o IAM-ST. Sua ruptura expõe o colágeno e outros componentes trombogênicos ao sangue, iniciando a cascata de coagulação.
A exposição do conteúdo da placa aterosclerótica ativa a cascata de coagulação e a agregação plaquetária, resultando na formação rápida de um trombo rico em fibrina que oclui completamente a artéria coronária, impedindo o fluxo sanguíneo.
Fatores de risco clássicos como hipertensão arterial, tabagismo, dislipidemia, diabetes mellitus e histórico familiar contribuem para a formação e instabilidade das placas ateroscleróticas, aumentando o risco de ruptura e eventos trombóticos agudos.
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