HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025
Paciente de 56 anos, hipertenso e diabético, é admitido no hospital com queixa de dor torácica retroesternal, em aperto, com irradiação para o braço esquerdo e o pescoço, iniciada há uma hora. Sinais vitais: pressão arterial: 160 x 90 mmHg; frequência cardíaca: 90 bpm; saturação O₂: 96%; temperatura: 36,5 oC. Ausculta cardíaca e respiratória sem alterações. O eletrocardiograma realizado na admissão revelou supradesnivelamento do segmento ST em V2-V4, e a troponina está elevada. O paciente recebeu tratamento medicamentoso inicial recomendado. O cateterismo revelou lesão única de 99% no terço médio da artéria descendente anterior (DA).A conduta correta a ser realizada nesse momento consiste em
IAMCSST com lesão obstrutiva significativa em DA → angioplastia coronariana primária imediata para revascularização.
Em um paciente com IAMCSST confirmado por ECG e troponina, e cateterismo revelando lesão obstrutiva crítica em artéria coronária epicárdica (como a DA), a conduta padrão-ouro é a revascularização imediata por angioplastia primária para restaurar o fluxo sanguíneo e preservar o miocárdio.
O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) é uma emergência médica caracterizada pela oclusão completa de uma artéria coronária, resultando em necrose miocárdica. A apresentação clínica típica envolve dor torácica retroesternal em aperto, com irradiação, acompanhada de alterações eletrocardiográficas características (supradesnivelamento do segmento ST) e elevação de biomarcadores cardíacos como a troponina. Pacientes com fatores de risco como hipertensão e diabetes têm maior probabilidade de desenvolver doença arterial coronariana. A fisiopatologia do IAMCSST envolve a ruptura de uma placa aterosclerótica, seguida pela formação de um trombo oclusivo na artéria coronária. O diagnóstico é clínico e eletrocardiográfico, sendo o ECG a ferramenta mais rápida e crucial para identificar o supradesnivelamento do ST. A localização do supradesnivelamento (ex: V2-V4 para a parede anterior) indica a artéria coronária envolvida, sendo a artéria descendente anterior (DA) frequentemente responsável por infartos de grande extensão. A conduta no IAMCSST é tempo-dependente e visa a revascularização imediata para restaurar o fluxo sanguíneo e limitar a área de necrose. A angioplastia coronariana primária com implante de stent é o tratamento de escolha, devendo ser realizada o mais rápido possível (tempo porta-balão idealmente < 90 minutos). O tratamento medicamentoso inicial inclui antiagregantes plaquetários, anticoagulantes, nitratos, betabloqueadores e estatinas, mas não substitui a necessidade de revascularização mecânica em casos de oclusão significativa. A escolha da revascularização cirúrgica (CRM) é reservada para casos específicos, como doença multiarterial complexa ou anatomia desfavorável para angioplastia.
O IAMCSST é diagnosticado pela presença de dor torácica isquêmica persistente, elevação de biomarcadores cardíacos (troponina) e supradesnivelamento do segmento ST em duas ou mais derivações contíguas no eletrocardiograma, ou novo bloqueio de ramo esquerdo.
A artéria descendente anterior é uma das principais artérias coronárias, irrigando uma vasta área do ventrículo esquerdo, incluindo o septo interventricular e a parede anterior. Oclusões nesta artéria, conhecidas como "infarto da parede anterior", geralmente resultam em infartos extensos e de pior prognóstico.
O tratamento de escolha para o IAMCSST com lesão obstrutiva é a revascularização miocárdica imediata, preferencialmente por angioplastia coronariana primária com implante de stent. A trombólise é uma alternativa se a angioplastia não puder ser realizada em tempo hábil.
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