Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2020
Após a administração de fibrinolítico no infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST, indica-se a intervenção coronariana percutânea de resgate na seguinte situação:
Fibrinólise IAMCSST falha → Dor persistente e/ou ST < 50% ↓ = ICP de resgate.
A ICP de resgate é indicada quando a fibrinólise no IAMCSST não atinge o sucesso de reperfusão. Os principais sinais de falha são a manutenção da dor torácica e a ausência de redução de pelo menos 50% do supradesnivelamento do segmento ST no eletrocardiograma após o fibrinolítico.
O infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) é uma emergência médica que exige reperfusão coronariana imediata para restaurar o fluxo sanguíneo e minimizar o dano miocárdico. As duas principais estratégias de reperfusão são a intervenção coronariana percutânea (ICP) primária e a fibrinólise. A fibrinólise é uma opção quando a ICP primária não pode ser realizada em tempo hábil. Após a administração de um agente fibrinolítico, é crucial monitorar a eficácia da reperfusão. Os sinais de reperfusão bem-sucedida incluem a resolução da dor torácica e a redução de pelo menos 50% do supradesnivelamento do segmento ST no eletrocardiograma, geralmente avaliados 60 a 90 minutos após o início da infusão. A presença de arritmias de reperfusão, como o ritmo idioventricular acelerado, também pode indicar o restabelecimento do fluxo. No entanto, se a fibrinólise falhar em alcançar a reperfusão (evidenciada pela persistência da dor torácica e/ou ausência de redução significativa do ST), a intervenção coronariana percutânea de resgate (ICP de resgate) torna-se imperativa. Essa estratégia visa abrir a artéria ocluída mecanicamente, salvando o miocárdio em risco e melhorando o prognóstico do paciente. A rápida identificação da falha da fibrinólise e a prontidão para a ICP de resgate são decisivas na conduta do IAMCSST.
Os principais objetivos são restaurar o fluxo sanguíneo na artéria coronária ocluída o mais rápido possível, limitar o tamanho do infarto, preservar a função ventricular e melhorar a sobrevida do paciente.
O sucesso da fibrinólise é avaliado clinicamente pela resolução da dor torácica e eletrocardiograficamente pela redução de pelo menos 50% do supradesnivelamento do segmento ST nas derivações com elevação máxima, geralmente 60 a 90 minutos após o início da infusão.
Arritmias como o ritmo idioventricular acelerado (RIVA) e as extrassístoles ventriculares são frequentemente observadas após a reperfusão bem-sucedida e são consideradas marcadores de restabelecimento do fluxo coronariano.
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