IAMCSST: Abordagem Terapêutica Imediata na Emergência

São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente de 67 anos, com histórico de hipertensão e dislipidemia, chega à emergência relatando dor no peito que começou enquanto ela subia escadas. A dor é descrita como um aperto que dura cerca de 10 minutos e melhora com repouso. ECG mostra elevação do segmento ST em derivadas anteriores. Qual é a abordagem terapêutica mais apropriada neste momento?

Alternativas

  1. A) Administração imediata de trombolítico, considerando a janela temporal e a ausência de contraindicações, seguida de aspirina e clopidogrel.
  2. B) Realização de uma angiotomografia coronariana para avaliação das artérias antes de qualquer intervenção farmacológica, a fim de determinar a necessidade de cirurgia.
  3. C) Aguardar a estabilização dos sintomas com medicamentos nitroglicerinados e betabloqueadores antes de realizar qualquer procedimento invasivo.
  4. D) Iniciar tratamento com anti-hipertensivos adicionais, focando na estabilização da pressão arterial antes de tratar a condição cardíaca.

Pérola Clínica

IAMCSST com elevação do ST → Reperfusão imediata (trombolítico ou angioplastia) + antiagregação dupla.

Resumo-Chave

A elevação do segmento ST no ECG em um paciente com dor torácica anginosa e fatores de risco cardiovascular indica um Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do ST (IAMCSST), uma emergência médica que exige reperfusão coronariana imediata. A trombólise é uma opção de reperfusão quando a angioplastia primária não está disponível em tempo hábil, seguida de terapia antiplaquetária dupla.

Contexto Educacional

O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) é uma emergência cardiovascular caracterizada pela oclusão completa de uma artéria coronária, resultando em isquemia miocárdica e necrose. É uma das principais causas de morbimortalidade global, e o reconhecimento rápido e a intervenção imediata são cruciais para preservar a função ventricular e melhorar o prognóstico do paciente. O diagnóstico de IAMCSST é feito pela combinação de dor torácica isquêmica típica (aperto, irradiação, duração) e alterações eletrocardiográficas, principalmente a elevação persistente do segmento ST em duas ou mais derivações contíguas. A fisiopatologia envolve a ruptura de uma placa aterosclerótica, formação de trombo e oclusão arterial. A abordagem terapêutica visa a reperfusão coronariana o mais rápido possível. A reperfusão pode ser alcançada por angioplastia coronariana primária (ICP) ou terapia fibrinolítica (trombolíticos). A escolha depende da disponibilidade e do tempo até o procedimento. Em cenários onde a ICP não pode ser realizada em tempo hábil (<120 minutos), a trombólise é a opção preferencial, desde que não haja contraindicações. Após a reperfusão, a terapia antiplaquetária dupla (aspirina e clopidogrel, por exemplo) é fundamental para prevenir a reoclusão e eventos isquêmicos futuros, juntamente com outras terapias adjuvantes.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para IAMCSST no ECG?

O IAMCSST é diagnosticado pela elevação do segmento ST em duas ou mais derivações contíguas, com valores específicos dependendo da idade e sexo, ou novo bloqueio de ramo esquerdo.

Quando a trombólise é a abordagem terapêutica preferencial no IAMCSST?

A trombólise é preferencial quando o tempo estimado para a angioplastia coronariana primária (ICP) excede 120 minutos do primeiro contato médico, ou quando a ICP não está disponível em um centro com capacidade de realizar o procedimento em tempo hábil.

Qual a importância da terapia antiplaquetária dupla após a reperfusão no IAMCSST?

A terapia antiplaquetária dupla, geralmente com aspirina e um inibidor P2Y12 (como clopidogrel), é crucial para prevenir a reoclusão da artéria coronária e reduzir o risco de eventos isquêmicos recorrentes após a reperfusão.

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