IAMCSST: Trombólise em Hospitais sem Hemodinâmica

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025

Enunciado

Um paciente de 70 anos, com histórico de infarto do miocárdio prévio, hipertensão arterial e dislipidemia, é admitido no pronto atendimento de um hospital em uma cidade pequena, que não possui serviço de hemodinâmica. Ele apresenta dor torácica intensa, de início súbito, irradiando para o braço esquerdo e acompanhada de sudorese profusa. O exame físico revela pressão arterial de 140/85 mmHg e frequência cardíaca de 105 bpm.ECG: O ECG realizado no pronto atendimento mostra supradesnivelamento do segmento ST em derivações anteriores (V2-V4), compatível com infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do ST.O hospital de referência mais próximo para realização de angioplastia primária está a 2 horas de distância por transporte terrestre, e não há outras opções de transporte disponíveis.Dada a situação, qual é a melhor conduta a ser adotada para o paciente?

Alternativas

  1. A) Transferir o paciente imediatamente para o centro de referência, iniciar terapia antitrombótica (aspirina + Clopidogrel + Heparina), e monitorar durante o transporte.
  2. B) Iniciar imediatamente terapia antitrombótica (aspirina + Clopidogrel + Heparina) e indicar trombólise com alteplase (se não houver contraindicação).
  3. C) Administrar terapia antiplaquetária dupla (aspirina e clopidogrel) e iniciar anticoagulação, aguardando melhora clínica.
  4. D) Observar o paciente por 6 horas no pronto atendimento e repetir o ECG antes de decidir a transferência.
  5. E) Realizar apenas medidas de suporte, como oxigênio e analgesia, e monitorar a evolução clínica antes de transferir.

Pérola Clínica

IAMCSST em hospital sem hemodinâmica e tempo para angioplastia >120min → trombólise (se sem contraindicações) + transferência.

Resumo-Chave

Em pacientes com IAMCSST, a reperfusão coronariana é crucial. Se a angioplastia primária não puder ser realizada em até 120 minutos (tempo porta-balão) em um centro com hemodinâmica, a trombólise farmacológica (tempo porta-agulha) é a estratégia de reperfusão preferencial, desde que não haja contraindicações. A terapia antitrombótica (AAS, clopidogrel, heparina) deve ser iniciada prontamente.

Contexto Educacional

O infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) é uma emergência médica que exige reperfusão coronariana imediata para minimizar a área de necrose e melhorar o prognóstico. A estratégia de reperfusão ideal é a angioplastia primária, mas sua disponibilidade é limitada a centros com serviço de hemodinâmica. Em cenários onde a angioplastia primária não pode ser realizada dentro do tempo recomendado (idealmente <90 minutos, mas aceitável até 120 minutos do primeiro contato médico), a trombólise farmacológica torna-se a principal estratégia de reperfusão. É crucial iniciar a trombólise o mais rápido possível (tempo porta-agulha <30 minutos), desde que não haja contraindicações. A terapia antitrombótica (AAS, clopidogrel e heparina) deve ser iniciada concomitantemente. No caso apresentado, com um hospital sem hemodinâmica e um tempo de transferência de 2 horas (120 minutos), a trombólise com alteplase é a conduta mais apropriada para garantir a reperfusão precoce. Após a trombólise, o paciente deve ser transferido para um centro com hemodinâmica para avaliação e possível angioplastia de resgate ou eletiva, conforme a evolução clínica.

Perguntas Frequentes

Qual a principal diferença entre angioplastia primária e trombólise no IAMCSST?

A angioplastia primária é um procedimento mecânico para reabrir a artéria coronária. A trombólise é um tratamento farmacológico que usa medicamentos para dissolver o coágulo.

Quando a trombólise é a conduta preferencial no IAMCSST?

A trombólise é preferencial quando a angioplastia primária não pode ser realizada em até 120 minutos do primeiro contato médico, especialmente em hospitais sem serviço de hemodinâmica.

Quais são as contraindicações absolutas para trombólise no IAMCSST?

Incluem AVC hemorrágico prévio, AVC isquêmico recente (<3 meses), neoplasia intracraniana, sangramento ativo, trauma craniano ou facial grave recente, cirurgia de grande porte recente, dissecção de aorta.

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