IAMCSST: Diagnóstico de Infarto Inferior e Posterior

Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2021

Enunciado

Homem de 54 anos, diabético, hipertenso, dislipidêmico e tabagista, com quadro de dor torácica de início súbito há 30 minutos. Troponina colhida na chegada do paciente negativa e ECG abaixo. Em relação ao caso assinale a correta.

Alternativas

  1. A) Trata-se de infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do seguimento ST de parede inferior e anterior.
  2. B) Trata-se de infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do seguimento ST de parede inferior e posterior.
  3. C) Trata-se de pericardite aguda.
  4. D) Trata-se de tromboembolismo pulmonar.

Pérola Clínica

IAMCSST: dor torácica + supra ST. IAM posterior = supra ST em V7-V9 ou infra ST em V1-V3.

Resumo-Chave

Paciente com dor torácica isquêmica e fatores de risco deve ter IAMCSST considerado mesmo com troponina inicial negativa (pode levar horas para positivar). O ECG é crucial. IAM de parede inferior é caracterizado por supradesnivelamento do ST em DII, DIII e aVF. O IAM posterior frequentemente coexiste com o inferior e é diagnosticado por supradesnivelamento do ST nas derivações posteriores (V7-V9) ou por infra-desnivelamento recíproco em V1-V3.

Contexto Educacional

O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) é uma emergência cardiovascular que exige reconhecimento e intervenção imediatos para restaurar o fluxo sanguíneo e minimizar o dano miocárdico. Pacientes com múltiplos fatores de risco cardiovascular, como diabetes, hipertensão, dislipidemia e tabagismo, apresentam risco elevado. A dor torácica isquêmica é o sintoma cardinal, e o eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações é a ferramenta diagnóstica mais importante na fase aguda. O diagnóstico de IAMCSST é feito pela presença de supradesnivelamento do ST em duas ou mais derivações contíguas. O IAM de parede inferior é caracterizado por supradesnivelamento em DII, DIII e aVF, frequentemente associado a bradicardia e hipotensão devido ao envolvimento do ventrículo direito. O IAM de parede posterior, que muitas vezes coexiste com o inferior, é diagnosticado pela elevação do ST nas derivações posteriores (V7-V9) ou por alterações recíprocas em V1-V3 (infra-desnivelamento do ST e onda R proeminente). A troponina, embora essencial, pode ser negativa nas primeiras horas do evento. A conduta no IAMCSST é a reperfusão miocárdica urgente, seja por angioplastia primária ou trombólise, para salvar o miocárdio em risco. O manejo inicial também inclui oxigênio, nitratos, morfina, AAS e clopidogrel. É crucial que o residente saiba interpretar o ECG e considerar a realização de derivações adicionais para um diagnóstico completo e preciso.

Perguntas Frequentes

Como identificar um IAM de parede inferior no ECG?

O IAM de parede inferior é caracterizado por supradesnivelamento do segmento ST em pelo menos duas das derivações inferiores: DII, DIII e aVF.

Quais são os sinais de um IAM de parede posterior no ECG?

O IAM de parede posterior pode ser identificado por supradesnivelamento do ST nas derivações posteriores (V7, V8, V9) ou por alterações recíprocas, como infra-desnivelamento do ST e onda R proeminente em V1-V3.

Por que a troponina pode ser negativa no início de um IAM?

A troponina é um marcador de necrose miocárdica que leva algumas horas para ser liberada em níveis detectáveis na corrente sanguínea. Em casos de IAM agudo, especialmente nas primeiras 3-6 horas, a troponina pode ainda estar negativa.

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