FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2021
Homem de 50 anos vem ao serviço por dor torácica em aperto, com irradiação para mandíbula, associada a náuseas e sudorese de início há 2 horas. Exame físico: consciente, orientado, PA 143 x 76 mmHg, boa perfusão periférica, estertores finos até ápice, frequência respiratória de 26 ipm. Ritmo cardíaco regular, sem sopros, frequência cardíaca 84 bpm. O eletrocardiograma a seguir foi obtido. O diagnóstico, a classificação de Killip e a conduta são, respectivamente, infarto agudo do miocárdio
IAMCSST + estertores finos (Killip III) → Angioplastia primária é a conduta de escolha.
O paciente apresenta um quadro clínico típico de IAMCSST (dor torácica isquêmica e ECG com supra de ST). A presença de estertores finos até o ápice pulmonar indica congestão pulmonar, classificando-o como Killip III. Nesses casos, a angioplastia primária é a estratégia de revascularização preferencial, desde que realizada em tempo hábil.
O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) é uma emergência cardiovascular que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata para restaurar o fluxo sanguíneo coronariano e minimizar a área de necrose. A apresentação clínica clássica inclui dor torácica em aperto, irradiando para mandíbula ou membro superior, associada a sintomas autonômicos como náuseas e sudorese. O eletrocardiograma (ECG) é fundamental para o diagnóstico, revelando o supradesnivelamento do ST. A classificação de Killip é uma ferramenta prognóstica simples e eficaz para avaliar a gravidade da insuficiência cardíaca no contexto do IAM. Killip I indica ausência de insuficiência cardíaca, Killip II presença de estertores crepitantes em menos de 50% dos campos pulmonares, Killip III estertores em mais de 50% dos campos pulmonares ou edema agudo de pulmão, e Killip IV choque cardiogênico. No caso apresentado, estertores finos até o ápice indicam congestão pulmonar significativa, classificando o paciente como Killip III. A conduta no IAMCSST é a revascularização miocárdica urgente. A angioplastia primária (intervenção coronariana percutânea) é a estratégia de escolha, pois oferece os melhores resultados quando realizada em tempo hábil (idealmente em até 90 minutos da chegada ao hospital). A trombólise química é uma alternativa quando a angioplastia primária não está disponível ou não pode ser realizada dentro dos prazos recomendados. A escolha da estratégia deve ser individualizada, considerando o tempo de isquemia, a disponibilidade de recursos e o risco-benefício para o paciente.
O diagnóstico de IAMCSST é feito pela presença de dor torácica isquêmica persistente, associada a supradesnivelamento do segmento ST em duas ou mais derivações contíguas no ECG, ou novo bloqueio de ramo esquerdo.
A classificação de Killip avalia a gravidade da insuficiência cardíaca no IAM: Killip I (sem IC), Killip II (estertores < 50% campos pulmonares), Killip III (estertores > 50% ou edema agudo de pulmão), Killip IV (choque cardiogênico).
A angioplastia primária é a estratégia de revascularização preferencial no IAMCSST, se puder ser realizada em centros especializados dentro dos tempos recomendados (porta-balão < 90 minutos). A trombólise é uma alternativa se a angioplastia não for acessível em tempo hábil.
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