IAM Inferior com Choque: Angioplastia Primária Urgente

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025

Enunciado

Um paciente de 65 anos de idade com histórico de diabetes mellitus tipo 2 e tabagismo foi levado ao pronto-socorro com queixa de dor torácica intensa, súbita, em região retroesternal, acompanhada de sudorese profusa e dispneia. Ao exame físico, apresenta PA = 90 mmHg X 60 mmHg, FC = 120 bpm, FR = 24 irpm e SatO2 = 91%. Realizou eletrocardiograma (ECG), que revelou supradesnível do segmento ST em derivações DII, DIII e aVF. A troponina está elevada. Nesse caso clínico, é correto afirmar que a hipótese diagnóstica mais provável e o tratamento de escolha são, respectivamente,

Alternativas

  1. A) infarto agudo de parede inferior; administrar nitratos sublinguais como primeira linha.
  2. B) infarto agudo de parede inferior; realizar angioplastia primária emergencial.
  3. C) dissecção aguda de aorta; solicitar angiotomografia de tórax.
  4. D) tromboembolismo pulmonar; iniciar anticoagulação com heparina de baixo peso molecular.

Pérola Clínica

IAM inferior + choque cardiogênico → angioplastia primária URGENTE para reperfusão.

Resumo-Chave

Pacientes com IAM com supradesnível de ST (STEMI), especialmente de parede inferior, podem desenvolver choque cardiogênico. A reperfusão coronariana emergencial, preferencialmente por angioplastia primária, é a conduta mais eficaz para restaurar o fluxo sanguíneo e melhorar o prognóstico.

Contexto Educacional

O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST (STEMI) é uma emergência cardiovascular grave, caracterizada por oclusão total de uma artéria coronária, resultando em necrose miocárdica. A identificação precoce e o tratamento imediato são cruciais para reduzir a mortalidade e morbidade. Pacientes com fatores de risco como diabetes e tabagismo têm maior predisposição. O diagnóstico de STEMI é feito pela clínica de dor torácica isquêmica, alterações eletrocardiográficas (supradesnível do ST ≥ 1mm em ≥ 2 derivações contíguas, ou ≥ 2mm em V2-V3) e elevação de biomarcadores cardíacos como a troponina. O supradesnível em DII, DIII e aVF indica infarto de parede inferior, que pode cursar com disfunção do ventrículo direito e choque cardiogênico, manifestado por hipotensão e taquicardia. O tratamento de escolha para STEMI é a reperfusão coronariana emergencial. A angioplastia primária (PCI) é preferível se realizada em até 90-120 minutos do primeiro contato médico. Em casos de choque cardiogênico, a reperfusão é ainda mais urgente. Nitratos são contraindicados em IAM de parede inferior com hipotensão, pois podem piorar o choque ao reduzir a pré-carga. O prognóstico depende da rapidez da reperfusão e do manejo das complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de infarto agudo do miocárdio de parede inferior no ECG?

O infarto de parede inferior é caracterizado por supradesnível do segmento ST nas derivações DII, DIII e aVF. Pode estar associado a bradicardia e hipotensão devido ao envolvimento do ventrículo direito.

Qual a conduta inicial para um paciente com STEMI e choque cardiogênico?

A conduta inicial para STEMI com choque cardiogênico é a reperfusão coronariana emergencial, preferencialmente angioplastia primária, para restaurar o fluxo sanguíneo e estabilizar o paciente.

Por que nitratos são contraindicados em IAM de parede inferior com hipotensão?

Nitratos são vasodilatadores que reduzem a pré-carga. Em IAM de parede inferior, especialmente com envolvimento do ventrículo direito e hipotensão, a redução da pré-carga pode agravar o choque cardiogênico.

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