UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2022
Homem de 61 anos, tabagista e hipertenso, chegou ao PS com queixa de dor precordial em queimação de forte intensidade associada à sudorese profusa, com início 20 minutos antes. Ao exame físico, apresentou pressão arterial de 146 x 94 mmHg, FC 92 bpm, murmúrio vesicular presente sem ruídos adventícios, duas bulhas rítmicas normofonéticas, sem sopro, pulsos presentes e simétricos. Realizou o eletrocardiograma cujo resultado está explicitado abaixo. As derivações V3R e V4R mostraram supradesnível do segmento ST de, aproximadamente, 1 mm.Após análise do ECG, foram administrados AAS 300mg. Nesse momento, considerando que o serviço de hemodinâmica mais próximo se encontrava distante há mais de 3 horas e o PS é bem equipado, dispondo dos medicamentos necessários e mais adequados ao caso, o melhor tratamento é prescrever
IAMCSST com hemodinâmica > 3h → Trombólise fibrinolítica + AAS + Clopidogrel + Enoxaparina.
Em casos de IAMCSST onde o tempo para angioplastia primária excede 120 minutos (ou 3 horas para o serviço de hemodinâmica), a trombólise fibrinolítica é a estratégia de reperfusão preferencial, desde que não haja contraindicações. A terapia adjuvante com antiplaquetários (AAS e Clopidogrel) e anticoagulantes (Enoxaparina) é fundamental.
O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST (IAMCSST) é uma emergência cardiovascular causada pela oclusão completa de uma artéria coronária, levando à necrose miocárdica. A rápida reperfusão é crucial para limitar o tamanho do infarto e melhorar o prognóstico. Epidemiologicamente, é uma das principais causas de morbimortalidade global. O diagnóstico é baseado na tríade de dor torácica isquêmica, alterações eletrocardiográficas (supradesnível do segmento ST em duas derivações contíguas) e elevação de biomarcadores cardíacos. A identificação de supradesnível em V3R e V4R é vital, pois indica envolvimento do ventrículo direito, o que modifica a abordagem terapêutica, exigindo cautela com fármacos que reduzem a pré-carga. O tratamento visa a reperfusão miocárdica, preferencialmente por angioplastia primária. Se esta não for rapidamente disponível (tempo porta-balão > 120 minutos), a trombólise fibrinolítica é a alternativa. A terapia adjuvante inclui antiagregação plaquetária dupla (AAS e Clopidogrel/Ticagrelor) e anticoagulação (Enoxaparina/Heparina) para prevenir reoclusão e eventos isquêmicos. O prognóstico depende da rapidez da reperfusão e do manejo das complicações.
A trombólise é indicada quando o tempo esperado para a angioplastia primária (tempo porta-balão) excede 120 minutos (ou 3 horas para o serviço de hemodinâmica) e não há contraindicações absolutas para seu uso.
O supradesnível de ST nas derivações V3R e V4R indica infarto de ventrículo direito (VD), que frequentemente acompanha o IAM de parede inferior. O manejo do IAM de VD requer atenção especial à pré-carga, evitando nitratos e diuréticos.
A terapia adjuvante inclui antiagregação plaquetária dupla (AAS e um inibidor P2Y12 como Clopidogrel ou Ticagrelor) e anticoagulação (como Enoxaparina ou Heparina não fracionada) para prevenir eventos trombóticos recorrentes.
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