SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2019
O SAMU foi chamado para atendimento, em domicílio, de paciente, 55 anos de idade, com dor precordial há 1 hora. Ao realizar o atendimento, foi verificado no ECG um supradesnível de ST de V1 a V5. O paciente foi conduzido, de ambulância, ao serviço de emergência do Hospital de Ensino e encontra-se na triagem. O médico assistente do Hospital informa que a emergência está lotada, com pacientes em macas no corredor, e que não há leitos no pronto atendimento. O hospital mais próximo dista 25 km e o SAMU recebeu outro chamado, necessitando de liberação da ambulância. Frente a esse relato, indique a conduta técnica, proposta pelo Conselho Federal de Medicina, para resolução dos conflitos descritos nessa situação.
IAM com supra + emergência lotada → priorizar vida, acionar regulação médica, transferir para hospital capacitado.
Em caso de Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível de ST (IAMCSST), a prioridade é o atendimento rápido para reperfusão. Diante de uma emergência lotada e sem leitos, a conduta técnica e ética, conforme o Conselho Federal de Medicina (CFM), é garantir a continuidade do cuidado, acionar a regulação médica para transferência imediata a um hospital com capacidade de atendimento, sem prejuízo ao paciente.
O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível de ST (IAMCSST) é uma emergência médica que exige intervenção imediata para reperfusão miocárdica, seja por angioplastia primária ou trombólise. O tempo é músculo, e atrasos no tratamento aumentam significativamente a morbimortalidade. A situação descrita, com um paciente em IAMCSST e uma emergência hospitalar lotada, levanta importantes questões éticas e de gestão de saúde. A conduta técnica e ética, conforme as diretrizes do Conselho Federal de Medicina (CFM), é priorizar a vida do paciente. O médico do hospital, mesmo diante da superlotação, não pode recusar o atendimento inicial e estabilização. A solução para a falta de leitos e a necessidade de liberação da ambulância do SAMU passa pela ativação da regulação médica. A regulação deve ser acionada para encontrar um leito em outro hospital capacitado para o tratamento do IAMCSST, garantindo a transferência segura e sem prejuízo ao paciente. O médico assistente deve documentar detalhadamente a situação, as tentativas de resolução e a comunicação com a regulação. É fundamental que os sistemas de saúde tenham protocolos claros para lidar com a superlotação, assegurando que pacientes críticos recebam o cuidado necessário em tempo hábil, sem comprometer a segurança ou a ética profissional.
A prioridade absoluta é a reperfusão miocárdica o mais rápido possível, seja por angioplastia primária ou trombólise, para minimizar o dano ao músculo cardíaco e melhorar o prognóstico do paciente.
O CFM preconiza que, mesmo em situações de superlotação, o paciente não pode ser desassistido. O médico deve acionar a regulação médica para garantir a transferência segura e oportuna para outro serviço apto, documentando todas as tentativas e justificativas.
O SAMU tem um papel crucial na regulação e transporte de pacientes críticos. Em casos de IAMCSST, deve garantir o transporte rápido para o hospital de referência mais próximo com capacidade de reperfusão, mesmo que isso exija a articulação com outros serviços via regulação.
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