IAMCSST Parede Anterior: Diagnóstico e Manejo Urgente

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2022

Enunciado

No mesmo dia você recebe um paciente de 70 anos, que relata dor torácica há 02 horas de forte intensidade, acompanhada de náuseas e sudorese. Paciente relata ser hipertenso, dislipidêmico e ex-tabagista. Ao exame: PA: 150x100mmHg e FC:72 bpm. Você também solicita ECG que veio conforme imagem abaixo:Sua hipótese diagnóstica é:

Alternativas

  1. A) Infarto com supra de parede anterior
  2. B) Pericardite
  3. C) Fibrilação Ventricular
  4. D) ECG sem alterações significativas

Pérola Clínica

Dor torácica isquêmica + supra de ST em V1-V4 → IAMCSST de parede anterior = emergência cardiológica.

Resumo-Chave

Um paciente com dor torácica típica, fatores de risco cardiovascular e supradesnivelamento do segmento ST nas derivações precordiais (V1-V4) apresenta um quadro clássico de Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) de parede anterior. Esta é uma emergência médica que exige rápida intervenção para revascularização.

Contexto Educacional

O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) é uma das manifestações mais graves da síndrome coronariana aguda, representando uma oclusão total de uma artéria coronária. A rápida identificação e intervenção são cruciais para preservar o miocárdio e melhorar o prognóstico do paciente. A apresentação clínica clássica envolve dor torácica anginosa, intensa, prolongada, frequentemente acompanhada de sintomas neurovegetativos como náuseas e sudorese, especialmente em pacientes com múltiplos fatores de risco cardiovascular como hipertensão, dislipidemia e tabagismo. O eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações é a ferramenta diagnóstica mais importante e deve ser realizado em até 10 minutos da chegada do paciente. O supradesnivelamento do segmento ST em derivações contíguas é o achado-chave para o diagnóstico de IAMCSST. No caso de parede anterior, as alterações são vistas em V1-V4, indicando acometimento da artéria descendente anterior. O tratamento do IAMCSST é uma emergência médica e visa a revascularização precoce da artéria ocluída, preferencialmente por angioplastia primária (ICP) em até 90-120 minutos, ou trombólise se a ICP não estiver disponível em tempo hábil. Além disso, medidas de suporte e farmacoterapia antiplaquetária e anticoagulante são essenciais para estabilizar o paciente e prevenir novos eventos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais eletrocardiográficos de um IAMCSST de parede anterior?

Um IAMCSST de parede anterior é caracterizado por supradesnivelamento do segmento ST em duas ou mais derivações precordiais contíguas, tipicamente V1, V2, V3 e V4. Pode haver também ondas Q patológicas e inversão de onda T em fases posteriores.

Qual a conduta inicial para um paciente com suspeita de IAMCSST?

A conduta inicial inclui avaliação rápida, monitorização cardíaca, acesso venoso, oxigênio se hipoxemia, nitratos (se sem contraindicações), AAS, clopidogrel (ou ticagrelor/prasugrel) e, crucialmente, planejamento imediato para revascularização (angioplastia primária ou trombólise).

Quais fatores de risco aumentam a probabilidade de um IAM?

Os principais fatores de risco para infarto agudo do miocárdio incluem hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, diabetes mellitus, tabagismo, obesidade, sedentarismo e histórico familiar de doença coronariana precoce.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo