UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2025
Paciente do sexo masculino, 60 anos, dá entrada na emergência com quadro de precordialgia em aperto, de forte intensidade, associada a náuseas, diaforese e dispneia, iniciada há cerca de 1 hora. Comorbidades: hipertensão arterial, Diabetes Mellitus e obesidade grau II. Eletrocardiograma da admissão: taquicardia sinusal, Bloqueio de ramo esquerdo. Trouxe exames realizados há 2 meses, incluindo um eletrocardiograma, sem alterações. Qual a hipótese diagnóstica e a conduta mais coerente?
Dor torácica + BRE novo/presumivelmente novo = IAM com supra ST → Angioplastia primária urgente.
Um Bloqueio de Ramo Esquerdo (BRE) novo ou presumivelmente novo, na presença de dor torácica isquêmica, deve ser tratado como equivalente de supradesnivelamento do segmento ST, indicando um Infarto Agudo do Miocárdio com Supra ST (IAMCSST). A conduta prioritária é a reperfusão imediata, preferencialmente com angioplastia primária.
O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) é uma emergência cardiológica que exige reconhecimento e tratamento imediatos para minimizar a lesão miocárdica. A apresentação clássica é dor torácica isquêmica, acompanhada de alterações eletrocardiográficas. Fatores de risco como hipertensão, diabetes e obesidade aumentam a probabilidade de doença arterial coronariana. O eletrocardiograma (ECG) é a ferramenta diagnóstica mais importante na emergência. A presença de um Bloqueio de Ramo Esquerdo (BRE) novo ou presumivelmente novo, na vigência de sintomas isquêmicos, é considerada um equivalente de supradesnivelamento do segmento ST e deve ser tratada como IAMCSST. Isso significa que a oclusão coronariana é altamente provável e a reperfusão é urgente. A conduta no IAMCSST visa a reperfusão miocárdica o mais rápido possível. A angioplastia primária é a estratégia de escolha, com o objetivo de restaurar o fluxo sanguíneo na artéria coronária ocluída. O tratamento farmacológico adjunto inclui antiagregantes plaquetários (AAS e um inibidor P2Y12), anticoagulantes (heparina), betabloqueadores, estatinas de alta intensidade, nitratos e morfina para alívio da dor. A agilidade no diagnóstico e tratamento é fundamental para o prognóstico do paciente.
Um BRE novo ou presumivelmente novo, na presença de sintomas isquêmicos, obscurece a análise do segmento ST, impedindo a detecção de um supra. Nesses casos, assume-se que há um IAM com supra ST devido à alta probabilidade de oclusão coronariana aguda, exigindo reperfusão imediata.
A conduta inicial inclui medidas gerais de suporte, como oxigênio se hipoxemia, acesso venoso, monitorização cardíaca e alívio da dor com nitratos e morfina. Farmacologicamente, administra-se AAS, um inibidor P2Y12 (clopidogrel, ticagrelor ou prasugrel) e heparina. A prioridade máxima é a reperfusão, preferencialmente com angioplastia primária.
A angioplastia primária é o método de reperfusão preferencial no IAM com supra ST, pois oferece a maior taxa de sucesso na restauração do fluxo sanguíneo coronariano. A rapidez na sua realização (tempo porta-balão idealmente < 90 minutos) é crucial para limitar o tamanho do infarto, preservar a função ventricular e melhorar o prognóstico.
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