IAMCSST: Manejo Agudo e Uso de IECA na Disfunção Ventricular

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021

Enunciado

Em relação ao infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Lidocaína ou amiodarona intravenosa devem ser administradas nos pacientes com infarto agudo do miocárdio que apresentam extrassístoles ventriculares após a terapia de reperfusão.
  2. B) No infarto do miocárdio com supra de ST, o risco de reinfarto é maior que no infarto sem supra de ST.
  3. C) A CKMB é mais sensível e menos específica que a troponina no diagnóstico de infarto não transmural.
  4. D) Os inibidores da enzima de conversão de angiotensina devem ser administrados nas primeiras 24 horas de infarto agudo do miocárdio com disfunção ventricular.
  5. E) Angioplastia primária é contraindicada nos pacientes com supradesnivelamento do segmento ST e enzimas normais na admissão hospitalar.

Pérola Clínica

IECA precoce (<24h) em IAMCSST com disfunção ventricular ↓ remodelamento e mortalidade.

Resumo-Chave

A administração precoce de inibidores da enzima de conversão de angiotensina (IECA) em pacientes com IAMCSST e disfunção ventricular é fundamental para prevenir o remodelamento cardíaco adverso e reduzir a mortalidade, sendo uma recomendação de classe I nas diretrizes.

Contexto Educacional

O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) é uma emergência cardiovascular que exige reconhecimento e tratamento imediatos para restaurar o fluxo sanguíneo coronariano e minimizar a necrose miocárdica. A terapia de reperfusão, seja por angioplastia primária ou trombólise, é a pedra angular do tratamento, visando reduzir a área de infarto e melhorar o prognóstico. Após a fase aguda e a reperfusão, o manejo farmacológico é fundamental para otimizar a função cardíaca e prevenir complicações. Os inibidores da enzima de conversão de angiotensina (IECA) desempenham um papel vital, especialmente em pacientes que desenvolvem disfunção ventricular esquerda. Sua introdução precoce, nas primeiras 24 horas, é recomendada pelas diretrizes, desde que o paciente esteja hemodinamicamente estável. Os IECA atuam modulando o sistema renina-angiotensina-aldosterona, reduzindo a vasoconstrição, a retenção de sódio e água, e o remodelamento ventricular pós-infarto. Essa ação é crucial para preservar a função cardíaca e diminuir a mortalidade a longo prazo. Outras terapias importantes incluem betabloqueadores, estatinas de alta intensidade e terapia antiplaquetária dupla, todas visando estabilizar o paciente e prevenir eventos isquêmicos recorrentes.

Perguntas Frequentes

Qual a importância dos IECA no IAMCSST com disfunção ventricular?

Os IECA são cruciais para prevenir o remodelamento ventricular esquerdo adverso, reduzir a pré e pós-carga, e diminuir a mortalidade em pacientes com IAMCSST e disfunção ventricular, especialmente se iniciados precocemente.

Quando os IECA devem ser iniciados após um IAMCSST?

Devem ser iniciados nas primeiras 24 horas após o IAMCSST, desde que o paciente esteja hemodinamicamente estável e não apresente contraindicações, especialmente se houver disfunção ventricular.

Quais são as principais contraindicações para o uso de IECA no IAM agudo?

As principais contraindicações incluem hipotensão sintomática, choque cardiogênico, estenose bilateral da artéria renal, angioedema prévio e hipercalemia grave.

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