IAM com Supra de ST: Diagnóstico e Conduta na Emergência

HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2024

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 72 anos, portadora de HAS, diabetes melito e dislipidemia. Admitida no departamento de emergência com queixa de dor torácica há 30 minutos. Seus sinais vitais são: FC: 90 bpm, PA: 120x80 mmHg, FR: 22 irpm, SatO2 94%. A primeira troponina é negativa e o eletrocardiograma é mostrado na imagem a seguir:Assinale a alternativa que apresenta a principal hipótese diagnóstica e o melhor tratamento.

Alternativas

  1. A) Tromboembolismo pulmonar; Anticoagulação.
  2. B) Tromboembolismo pulmonar; Filtro de veia cava inferior.
  3. C) Infarto agudo do miocárdio; Cateterismo com angioplastia.
  4. D) Hipercalemia; Gluconato de cálcio.
  5. E) Hipercalemia; Terapia de substituição renal.

Pérola Clínica

Dor torácica + ECG com supra de ST = Reperfusão imediata (Angioplastia > Fibrinolítico).

Resumo-Chave

Em pacientes com dor torácica típica e ECG sugestivo de IAMCSST, a conduta é a reperfusão imediata. A troponina negativa inicial não exclui o diagnóstico na fase hiperaguda.

Contexto Educacional

O manejo da Síndrome Coronariana Aguda com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) foca na restauração rápida do fluxo coronariano. O diagnóstico é clínico e eletrocardiográfico, não devendo haver atraso para resultados laboratoriais. A angioplastia primária é o padrão-ouro, reduzindo mortalidade e morbidade. Fatores de risco como HAS, DM e dislipidemia aumentam a probabilidade pré-teste, mas o ECG define a conduta imediata.

Perguntas Frequentes

Por que a troponina pode vir negativa no início do IAM?

A troponina é um marcador de necrose miocárdica que leva algumas horas para atingir níveis detectáveis no sangue periférico (geralmente 3 a 6 horas). Em pacientes admitidos precocemente (como neste caso, com 30 minutos de dor), a ausência de elevação enzimática não exclui o diagnóstico de infarto agudo do miocárdio, especialmente se houver alterações isquêmicas claras no eletrocardiograma, como o supradesnivelamento do segmento ST.

Qual o tempo porta-balão ideal na angioplastia primária?

O tempo porta-balão ideal, definido como o intervalo entre a chegada do paciente ao hospital e a abertura da artéria culpada por angioplastia, deve ser inferior a 90 minutos em hospitais com serviço de hemodinâmica disponível. Se o paciente for transferido de um hospital sem hemodinâmica, o objetivo é um tempo porta-balão de até 120 minutos. A rapidez na reperfusão é o principal determinante do prognóstico e da preservação da função ventricular.

Quando preferir a fibrinólise à angioplastia?

A fibrinólise é indicada quando a angioplastia primária não pode ser realizada em até 120 minutos após o diagnóstico de IAMCSST. É uma estratégia fundamental em locais remotos ou hospitais sem laboratório de hemodinâmica. No entanto, se o serviço de intervenção percutânea estiver disponível e puder ser acessado dentro do prazo recomendado, a angioplastia é superior por apresentar menores taxas de reinfarto e complicações hemorrágicas, como o AVC.

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