IAM com Supra ST Anterior: Angioplastia Primária Urgente

UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2020

Enunciado

A.L.G., 38 anos, mulher, previamente hígida, sem história familiar para doença arterial coronária, deu entrada no serviço de emergência de um hospital de atenção terciária relatando quadro dor torácica opressiva iniciada há 04 horas. Um eletrocardiograma realizado na admissão se encontra abaixo. Assinale a alternativa CORRETA: 

Alternativas

  1. A) Trata-se de Infarto do Miocárdico de parede inferior, sendo a angioplastia primária a primeira indicação para a paciente. 
  2. B) Pela alta probabilidade de dissecção espontânea de coronária, a paciente deve ser encaminhada imediatamente para avaliação com angiotomografia de coronária. 
  3. C) Trata-se de Infarto do Miocárdio de parede anterior, sendo a terapia fibrinolítica a conduta de primeira escolha neste momento. 
  4. D) Trata-se de provável oclusão trombótica da artéria descendente anterior; paciente deve ser encaminhada para angioplastia primária. 

Pérola Clínica

IAM com supra ST parede anterior → Oclusão da Artéria Descendente Anterior (DA) → Angioplastia primária urgente.

Resumo-Chave

O supradesnivelamento do segmento ST nas derivações precordiais (V1-V6) indica infarto agudo do miocárdio de parede anterior, geralmente causado pela oclusão da artéria descendente anterior. A angioplastia primária é a terapia de reperfusão preferencial e mais eficaz se realizada em tempo hábil.

Contexto Educacional

O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) é uma emergência médica que exige reperfusão coronariana imediata para minimizar o dano miocárdico. A dor torácica opressiva, irradiada, associada a alterações eletrocardiográficas típicas, como o supradesnivelamento do ST, é altamente sugestiva. A rápida identificação e manejo são cruciais para a sobrevida e prognóstico do paciente. A fisiopatologia do IAMCSST envolve a oclusão completa de uma artéria coronária, geralmente por um trombo sobre uma placa aterosclerótica rota. No caso de IAM de parede anterior, a artéria descendente anterior é a culpada mais comum. O diagnóstico é primariamente clínico e eletrocardiográfico, com o ECG mostrando supradesnivelamento do ST em derivações contíguas. A idade jovem e ausência de fatores de risco clássicos não excluem o diagnóstico, e condições como dissecção espontânea de coronária podem ser consideradas, mas a oclusão trombótica é mais prevalente. A terapia de reperfusão é o pilar do tratamento. A angioplastia coronária primária (ICP primária) é a estratégia preferencial se puder ser realizada em um centro com hemodinâmica em até 90-120 minutos do primeiro contato médico. Se a ICP primária não for prontamente disponível, a terapia fibrinolítica deve ser considerada, desde que não haja contraindicações. O objetivo é restaurar o fluxo sanguíneo o mais rápido possível para salvar o miocárdio isquêmico.

Perguntas Frequentes

Quais derivações do ECG indicam um IAM de parede anterior?

O IAM de parede anterior é indicado por supradesnivelamento do segmento ST nas derivações precordiais, tipicamente V1, V2, V3, V4, V5 e V6, podendo também envolver D1 e aVL.

Qual a artéria coronária mais frequentemente ocluída em um IAM de parede anterior?

A oclusão da artéria descendente anterior (DA), um ramo da coronária esquerda, é a causa mais comum de infarto agudo do miocárdio de parede anterior.

Por que a angioplastia primária é preferível à fibrinólise no IAM com supra ST?

A angioplastia primária oferece taxas de reperfusão mais altas, menor risco de sangramento intracraniano e melhores desfechos clínicos em comparação com a fibrinólise, especialmente quando realizada em centros com experiência e dentro do tempo recomendado.

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