Caso clínico: Paciente do sexo feminino, 76 anos, hipertensa e obesa, em uso de hidroclorotiazida 25 mg pela manhã e enalapril 10 mg 12/12h, apresenta dor torácica intensa em repouso há 1 hora, associada a sudorese fria e mal-estar. Exame físico: fácies de dor, murmúrio vesicular reduzido, bulhas cardíacas hipofonéticas sem sopros, pressão arterial: 100x82 mmHg, frequência cardíaca: 110 bpm, saturação de O₂: 93% em ar ambiente. Foi realizado eletrocardiograma (figura abaixo) imediatamente na chegada à emergência: A paciente encontra-se em hospital de referência com serviço de hemodinâmica disponível 24 horas por dia. Qual a melhor conduta inicial neste cenário?
Alternativas
A) Administrar ácido acetilsalicílico em dose de ataque, associar anticoagulação plena, manter dupla antiagregação plaquetária com inibidor de P2Y12 e encaminhar de imediato para coronariografia diagnóstica com intenção de angioplastia primária, visto que se trata de síndrome coronariana aguda com supra de ST em centro com hemodinâmica disponível em tempo oportuno.
B) Interpretar as alterações eletrocardiográficas como sugestivas de sobrecarga ventricular esquerda crônica, optar por iniciar beta-bloqueador endovenoso visando controle de frequência cardíaca e programar ecocardiograma transtorácico para avaliação do grau de hipertrofia e repercussão hemodinâmica antes de definir estratégia invasiva.
C) Considerar a possibilidade de síndrome coronariana aguda com supra de ST, mas optar por fibrinolítico sistêmico em conjunto com anticoagulação e dupla antiagregação, postergando a angiografia para avaliação posterior, mesmo em hospital com hemodinâmica disponível, devido à idade avançada da paciente e risco potencial de complicações do cateterismo.
D) Correlacionar os achados clínicos e eletrocardiográficos com hipótese de pericardite aguda, diante da dor torácica e do supradesnivelamento do segmento ST, solicitar ecocardiograma beiraleito para avaliação de derrame pericárdico e adiar terapêutica anti-isquêmica até a confirmação do diagnóstico diferencial.
E) Considerar que, apesar da dor torácica e dos fatores de risco, o diagnóstico de infarto agudo do miocárdio não pode ser estabelecido sem troponina sérica positiva, optando por manter oxigenoterapia suplementar, monitorização cardíaca contínua e aguardar resultado de marcadores de necrose miocárdica antes de definir reperfusão ou terapêutica específica.
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