HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022
Uma mulher de 66 anos, tabagista, com antecedente de acidente vascular cerebral hemorrágico há 6 meses que evoluiu sem sequelas, procura o pronto-socorro com forte dor precordial. O ECG e enzimas cardíacas são compatíveis com infarto agudo do miocárdio com elevação do segmento ST. Apresenta-se eupneica, com Pulso: 82 bpm rítmico, PA: 130 × 78 mmHg, ausculta cardíaca e pulmonar normais, e saturação de O2, medida em oxímetro de pulso: 94%. No tratamento inicial é CONTROVERSO o uso de
IAMCSST sem hipoxemia → Oxigenoterapia é CONTROVERSA e não rotineira.
A oxigenoterapia suplementar em pacientes com IAMCSST que não apresentam hipoxemia (saturação de O2 > 90-94%) é controversa e não é recomendada rotineiramente, pois pode causar vasoconstrição coronariana e aumentar o estresse oxidativo, potencialmente prejudicando o miocárdio.
O Infarto Agudo do Miocárdio com Elevação do Segmento ST (IAMCSST) é uma emergência cardiovascular que exige reconhecimento e tratamento imediatos para minimizar o dano miocárdico e melhorar o prognóstico. A intervenção precoce, especialmente a reperfusão, é crucial para a sobrevida e redução de sequelas. O tratamento inicial do IAMCSST envolve uma série de medidas, incluindo antiagregação plaquetária (ácido acetilsalicílico e um inibidor P2Y12), anticoagulação, betabloqueadores (se não houver contraindicações) e nitratos para alívio da dor. A oxigenoterapia, historicamente administrada de rotina, tornou-se controversa. Estudos recentes, como o DETO2X-AMI, demonstraram que a suplementação de oxigênio em pacientes normoxêmicos não confere benefício e pode até ser prejudicial, devido a efeitos como vasoconstrição coronariana e aumento do estresse oxidativo. Portanto, as diretrizes atuais recomendam a oxigenoterapia apenas para pacientes com hipoxemia (saturação de O2 < 90-94%), dispneia ou sinais de insuficiência cardíaca. A paciente do caso, com saturação de 94% e eupneica, não teria indicação rotineira de oxigênio, tornando seu uso controverso. A prioridade é a reperfusão miocárdica o mais rápido possível.
A oxigenoterapia é indicada apenas em pacientes com IAMCSST que apresentam hipoxemia (saturação de O2 < 90-94%), dispneia ou sinais de insuficiência cardíaca.
Em pacientes normoxêmicos, a oxigenoterapia pode causar vasoconstrição coronariana, diminuir o fluxo sanguíneo miocárdico, aumentar o estresse oxidativo e, teoricamente, aumentar o tamanho do infarto.
Os pilares incluem terapia antiplaquetária dupla (AAS + inibidor P2Y12), anticoagulação, betabloqueadores (se não houver contraindicação), nitratos (para dor) e, crucialmente, terapia de reperfusão (angioplastia primária ou fibrinólise).
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