Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2015
Você está de plantão no hospital e recebe uma paciente de 60 anos, hipertensa e diabética com dor torácica típica. Pressão arterial 110 x70 mmHg. O ECG de repouso segue abaixo. Qual a melhor conduta?
IAMSSST → MONAB + Reperfusão (trombolítico ou angioplastia primária).
Paciente com dor torácica típica e supradesnivelamento do segmento ST no ECG tem diagnóstico de IAMSSST. A conduta inicial envolve medidas de suporte (Morfina, Oxigênio, Nitrato, AAS, Beta-bloqueador) e, crucialmente, a reperfusão miocárdica imediata, seja por trombólise ou angioplastia primária.
O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMSSST) é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata para salvar o músculo cardíaco. É causado pela oclusão completa de uma artéria coronária, geralmente por um trombo. A dor torácica típica, associada a alterações eletrocardiográficas características (supradesnivelamento do segmento ST em duas ou mais derivações contíguas), é o quadro clínico clássico. A epidemiologia mostra que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte globalmente, e o IAM é uma de suas manifestações mais graves. A fisiopatologia envolve a formação de um trombo sobre uma placa aterosclerótica rompida, levando à isquemia e necrose miocárdica. O diagnóstico é feito pela tríade: dor torácica isquêmica, alterações eletrocardiográficas (supra de ST) e elevação de marcadores de necrose miocárdica (troponinas). A suspeita deve ser alta em pacientes com fatores de risco (hipertensão, diabetes, dislipidemia, tabagismo, idade). O tempo é crítico, pois "tempo é músculo"; quanto mais rápido o fluxo sanguíneo for restaurado, menor o dano ao miocárdio. A conduta inicial para o IAMSSST inclui medidas de suporte como Morfina para dor, Oxigênio se hipoxemia, Nitrato para isquemia e congestão, Ácido Acetilsalicílico (AAS) e um inibidor P2Y12 (como Clopidogrel ou Ticagrelor) como antiagregantes plaquetários, e um Beta-bloqueador oral se não houver contraindicações. No entanto, o tratamento definitivo e mais importante é a reperfusão miocárdica, que pode ser realizada por angioplastia coronariana primária (preferencial) ou trombólise farmacológica (como estreptoquinase), dependendo da disponibilidade e do tempo de apresentação. A enoxaparina é um anticoagulante que complementa a terapia. O residente deve dominar essa sequência de ações para otimizar o prognóstico do paciente.
Os pilares incluem medidas de suporte (Morfina para dor, Oxigênio se hipoxemia, Nitrato para isquemia/congestão, AAS e Clopidogrel como antiagregantes, Beta-bloqueador se não houver contraindicação) e, fundamentalmente, a reperfusão miocárdica imediata.
As duas principais estratégias são a angioplastia coronariana primária (PCI primária), que é o método preferencial se disponível em tempo hábil, e a trombólise farmacológica, utilizada quando a PCI não pode ser realizada dentro dos tempos recomendados.
A estreptoquinase é um agente trombolítico que dissolve o coágulo que obstrui a artéria coronária, restaurando o fluxo sanguíneo para o miocárdio. É uma opção de reperfusão em locais onde a angioplastia primária não está disponível ou não pode ser realizada dentro do tempo ideal.
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