STEMI com IRA: Cateterismo Cardíaco e Riscos do Contraste

Faculdade de Medicina de Petrópolis — Prova 2017

Enunciado

Paciente de 52 anos, do sexo masculino, procura atendimento de urgência na UPA por apresentar dor torácica precordial de início súbito há uma hora, enquanto dirigia, em aperto, irradiada para o braço esquerdo, sem fator de alívio, seguida de sudorese e sensação de morte iminente. Nega doenças prévias, tabagismo ou história familiar de doença cardiovascular, variação ponderal recente (peso habitual = 68 kg), afirmando apenas que há dois meses apresentou quadro de tosse, chieira no peito, astenia, febre baixa, atribuído a infecção respiratória por H1N1, mas com melhora sem uso de medicação específica. Ao chegar à emergência, são realizados eletrocardiograma que mostra supradesnivelamento do segmento ST em parede anterolateral, e exames laboratoriais que mostravam: mioglobina = 0,30 μg/ml (N= até 0,15 μg/ml); troponina T = 0,1 ng/ml (N = até 0,1 ng/ml); creatinofosfoquinase-fração MB (CKMB) = 3 ng/ml (N= até 5 ng/ml); creatinina sérica de 4,5 mg/dl (N= 0,4 a 1,4 mg/dl); ureia = 132 mg/dl (N= 20 a 40 mg/dl); potássio = 6,2 mEq/l (N = 3,5 a 5,5 mEq/L). Considerando-se a necessidade de realização de exame de imagem contrastado para avaliação da doença coronariana neste paciente com risco de piora da função renal, assinale a afirmativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Os contrastes iodados utilizados nos exames de imagem cardiovasculares não causam insuficiência renal aguda, pois a elevação da creatinina sérica ocorre nas primeiras 24-48 h depois da exposição e regride dentro de uma semana.
  2. B) Medidas profiláticas apropriadas devem incluir uso de diuréticos durante a exposição ao contraste, escolher contrastes radiográficos com menor potencial nefrotóxicos, além da administração cuidadosa de glicose e N-acetilcisteína.
  3. C) Nos pacientes que compreendam e aceitem os riscos associados ao cateterismo cardíaco, não há contraindicações absolutas quando o procedimento for realizado para uma intervenção potencialmente salvadora da vida.
  4. D) Em vigência do comprometimento renal, a ressonância magnética cardíaca com gadolínio permite identificar com melhor acurácia defeitos de perfusão coronariana e sua extensão, além da avaliação da contratilidade miocárdica.

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