HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2020
Paciente de 66 anos, masculino, hipertenso e diabético, procura a emergência referindo dor precordial de forte intensidade, opressiva, irradiando para mandíbula e membro superior esquerdo iniciado há cerca de 02 horas.Na avaliação inicial no setor de emergência encontrava-se com fáscies de dor, sudoreico e referindo “falta de ar”.Sinais vitais: FC: 102bpm PA: 220/120mmHg Sat: 88%.Ausculta respiratório com murmúrio vesicular universalmente audível e estertores creptantes nos 2/3 inferiores de ambos hemitóraxes.Ausculta cardíaca com ritmo cardíaco regular em 2T, bulhas normofonéticas, sem sopros nos focos de ausculta.Restante do exame físico sem alterações.No eletrocardiograma inicial apresentava supradesnivelamento do segmento ST nas derivações DII, DIII e aVF sendo maior em DIII e infradesnivelamento do segmento ST em DI.Imediatamente após o eletrocardiograma foi contactado o serviço de hemodinâmica com prazo de chegada ao hospital de 180 minutos. Marque a melhor conduta neste caso.
IAM com supra e tempo porta-balão > 120 min → trombolise imediata + AAS, Clopidogrel e HBPM.
Em pacientes com IAM com supradesnivelamento do segmento ST, a reperfusão coronariana é crucial. Se o tempo estimado para a angioplastia primária (tempo porta-balão) for superior a 120 minutos (ou 90 minutos em alguns guidelines), a terapia trombolítica deve ser iniciada o mais rápido possível (tempo porta-agulha < 30 minutos), seguida de dupla antiagregação e anticoagulação.
O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) é uma emergência cardiovascular que exige reperfusão coronariana imediata para restaurar o fluxo sanguíneo e minimizar a área de necrose miocárdica. A angioplastia coronariana primária (PCI primária) é a estratégia de reperfusão preferencial, mas sua eficácia é altamente dependente do tempo. O objetivo é realizar a PCI primária em até 90 minutos da chegada ao hospital (tempo porta-balão). Quando a PCI primária não pode ser realizada dentro de 120 minutos do primeiro contato médico (ou 90 minutos em centros com PCI disponível), a terapia trombolítica se torna a melhor opção para reperfusão. O tempo ideal para iniciar a trombolise (tempo porta-agulha) é de até 30 minutos da chegada. A escolha da estratégia de reperfusão é crítica e baseia-se na disponibilidade e no tempo esperado para a PCI. Além da reperfusão, o manejo do IAMCSST inclui terapia antiplaquetária dupla (AAS e um inibidor P2Y12 como Clopidogrel, Ticagrelor ou Prasugrel) e anticoagulação plena (com heparina não fracionada ou heparina de baixo peso molecular). O paciente do caso apresenta um quadro de IAMCSST inferior (supra em DII, DIII, aVF) com sinais de congestão pulmonar (estertores), e o tempo para a hemodinâmica é de 180 minutos, excedendo o limite para a PCI primária. Portanto, a trombolise imediata é a conduta mais apropriada, seguida da terapia antiplaquetária e anticoagulação.
A trombolise é indicada para pacientes com IAMCSST que apresentam sintomas há menos de 12 horas e onde a angioplastia primária não pode ser realizada dentro de 120 minutos do primeiro contato médico.
Tempo porta-balão é o intervalo desde a chegada do paciente ao hospital até a insuflação do balão na angioplastia. Tempo porta-agulha é o intervalo desde a chegada até o início da infusão do trombolítico.
A dupla antiagregação (AAS e um inibidor P2Y12) é essencial para prevenir a formação de novos trombos e a reoclusão da artéria coronária, melhorando o prognóstico do paciente após a reperfusão.
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