CEPOA - Centro de Estudos e Pesquisas Oculistas Associados (RJ) — Prova 2020
Paciente masculino, 63 anos, com sobrepeso (IMC = 30), tabagista de longa data, portador de diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia é acordado às 3h da manhã com forte dor torácica à esquerda que irradia para o pescoço. Em uso de losartana 25mg/dia, metformina 850mg/dia e sinvastatina 20mg/dia. Ele é admitido no hospital de refrência com PA =86x45mmHg, FC = 42bpm, SpO2 = 90% em ar ambiente, com FR = 42 irpm, turgência jugular visível a 45º, sonolento e com diaforese. Tendo em vista o quadro clínico, qual a opção que melhor correlaciona a principal opção diagnóstica com a terapia correta?
IAM + Hipotensão + Congestão/Baixo Débito = Killip IV → Reperfusão imediata (Angioplastia).
O paciente apresenta sinais de choque cardiogênico (Killip IV) caracterizado por hipotensão, bradicardia e sinais de má perfusão, exigindo intervenção coronariana percutânea imediata para desobstrução da artéria culpada.
O choque cardiogênico é a principal causa de morte intra-hospitalar no IAM. A fisiopatologia envolve uma falência miocárdica grave que resulta em débito cardíaco insuficiente para as demandas metabólicas sistêmicas. No caso clínico, a tríade de hipotensão, bradicardia e sinais de congestão (turgência jugular) em um paciente com múltiplos fatores de risco cardiovascular aponta diretamente para uma falência de bomba. A classificação de Killip é uma ferramenta clínica essencial: Killip I (sem sinais de IC), II (estertores em bases, B3), III (edema agudo de pulmão) e IV (choque). O manejo exige rapidez, pois a janela terapêutica para salvar o miocárdio viável é estreita, sendo a cineangiocoronariografia o padrão-ouro para guiar a intervenção.
A classificação de Killip-Kimball é utilizada para estratificar o risco em pacientes com infarto agudo do miocárdio. O estágio IV é definido pela presença de choque cardiogênico, manifestado por hipotensão arterial (PAS < 90 mmHg) e sinais de hipoperfusão tecidual, como oligúria, cianose, sudorese fria e alteração do nível de consciência, independentemente da presença de estertores pulmonares.
A prioridade absoluta é a estabilização hemodinâmica e a reperfusão coronariana imediata, preferencialmente via intervenção coronariana percutânea (angioplastia primária). O suporte inotrópico e vasopressor pode ser necessário, mas a desobstrução da artéria culpada é o único tratamento que altera significativamente a mortalidade.
Em pacientes com IAM complicado por choque cardiogênico (Killip IV), a cineangiocoronariografia permite a identificação da anatomia coronariana e a realização de angioplastia imediata. Estudos como o SHOCK trial demonstraram que a revascularização precoce reduz a mortalidade em 30 dias e 6 meses nesses pacientes.
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