AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024
O infarto agudo do miocárdio (IAM) é um dos diagnósticos mais comuns em pacientes hospitalizados. Avalie as afirmativas seguintes sobre o IAM e assinale como verdadeira (V) ou falsa (F).( ) Cerca de 50% das mortes relacionadas ao IAM ocorrem antes que o paciente acometido chegue ao hospital.( ) A mortalidade é aproximadamente quatro vezes maior nos pacientes > 75 anos quando comparada com pacientes mais jovens.( ) Entre os pacientes com IAM com supradesnível do segmento ST a maioria não apresenta onda Q no ECG evolutivo.( ) Estudos histológicos demonstram que as placas coronárias suscetíveis à ruptura são as que apresentam um centro rico em lipídeos e uma capa fibrosa calcificada.( ) Em casos raros, o IAM com supradesnivel de ST pode advir de oclusão coronariana causada por êmbolos coronarianos, anormalidades congê nitas, espasmo coronariano e doenças inflamatórias sistêmicas. A sequência correta é
IAM: 50% mortes pré-hospitalar; idosos 4x maior mortalidade; IAM com supra → onda Q patológica; placa vulnerável = centro lipídico + capa fibrosa FINA.
Cerca de 50% das mortes por IAM ocorrem antes da chegada ao hospital, frequentemente por arritmias. Idosos (>75 anos) têm mortalidade 4x maior. IAM com supradesnível do ST geralmente evolui com onda Q patológica. Placas vulneráveis têm centro lipídico e capa fibrosa fina, não calcificada. Etiologias raras de IAM com supra incluem êmbolos, espasmo e doenças inflamatórias.
O infarto agudo do miocárdio (IAM) é uma das principais causas de morbidade e mortalidade global, sendo um diagnóstico frequente em hospitais. A compreensão de seus aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e clínicos é fundamental para todos os profissionais de saúde, especialmente para residentes. O conhecimento sobre a mortalidade pré-hospitalar e os fatores de risco, como a idade avançada, são cruciais para a conscientização e o manejo. Do ponto de vista fisiopatológico, a maioria dos IAMs ocorre devido à ruptura de uma placa aterosclerótica vulnerável, seguida pela formação de um trombo que oclui a artéria coronária. É importante diferenciar as características das placas estáveis das vulneráveis. Além da aterosclerose, existem etiologias raras para o IAM, como êmbolos coronarianos, espasmo coronariano (Angina de Prinzmetal) e doenças inflamatórias sistêmicas, que devem ser consideradas em casos atípicos. O diagnóstico do IAM é baseado em critérios clínicos, eletrocardiográficos (especialmente o supradesnível do segmento ST) e laboratoriais (elevação de biomarcadores cardíacos). O tratamento visa a reperfusão rápida do miocárdio e a prevenção de complicações. A educação contínua sobre o IAM é vital para aprimorar o atendimento e melhorar os desfechos dos pacientes.
A alta mortalidade pré-hospitalar no IAM é principalmente devido ao desenvolvimento de arritmias malignas, como a fibrilação ventricular, que podem levar à morte súbita cardíaca. A rápida identificação dos sintomas e o acesso precoce ao atendimento médico são cruciais.
O IAM com supradesnível do segmento ST (IAMCSST) geralmente indica uma oclusão coronariana completa e transmural. A necrose miocárdica resultante leva ao desenvolvimento de ondas Q patológicas no ECG evolutivo, que são marcadores de infarto estabelecido e perda de tecido miocárdico viável.
Uma placa aterosclerótica vulnerável, mais propensa à ruptura e à formação de trombo, é caracterizada por um grande centro lipídico necrótico, uma capa fibrosa fina e inflamada, e uma alta concentração de células inflamatórias como macrófagos. A calcificação, ao contrário, tende a estabilizar a placa.
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