HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2023
Você está atendendo um paciente de 88 anos com queixa de dor torácica. Ao realizar o eletrocardiograma você verifica o seguinte traçado:Qual o diagnóstico do paciente?
IAM anterior extenso = supradesnivelamento ST em V1-V6, indicando oclusão proximal da artéria descendente anterior (ADA).
O infarto agudo do miocárdio anterior extenso é caracterizado por supradesnivelamento do segmento ST em múltiplas derivações precordiais (V1 a V6), frequentemente associado a alterações em D1 e aVL. Isso indica uma oclusão significativa e proximal da artéria descendente anterior (ADA), com grande área de miocárdio em risco.
O infarto agudo do miocárdio (IAM) é uma necrose de miócitos cardíacos devido à isquemia prolongada, geralmente causada pela oclusão de uma artéria coronária. O IAM anterior extenso é uma forma grave, com alta morbimortalidade, que ocorre devido à oclusão proximal da artéria descendente anterior (ADA), a principal artéria que irriga a parede anterior do ventrículo esquerdo. O reconhecimento rápido é crucial para a reperfusão e melhora do prognóstico. O diagnóstico do IAM anterior extenso é primariamente eletrocardiográfico. O achado clássico é o supradesnivelamento do segmento ST em múltiplas derivações precordiais (V1-V6), frequentemente acompanhado de supradesnivelamento em D1 e aVL. A presença de ondas Q patológicas nas mesmas derivações indica infarto estabelecido. A dor torácica típica, associada a alterações eletrocardiográficas e elevação de biomarcadores cardíacos, confirma o diagnóstico. A conduta no IAM anterior extenso é uma emergência médica, visando à reperfusão miocárdica o mais rápido possível, preferencialmente por angioplastia primária. O tempo é músculo, e a restauração do fluxo sanguíneo minimiza a área de necrose e melhora a função ventricular. O tratamento inclui antiagregantes plaquetários, anticoagulantes, betabloqueadores e IECA, além de suporte hemodinâmico conforme necessário, para estabilizar o paciente e prevenir complicações.
O IAM anterior extenso tipicamente apresenta supradesnivelamento do segmento ST nas derivações precordiais V1, V2, V3, V4, V5 e V6, podendo também envolver D1 e aVL. A presença de ondas Q patológicas nas mesmas derivações indica infarto estabelecido.
A artéria coronária mais comumente responsável por um IAM anterior extenso é a artéria descendente anterior (ADA), especialmente se a oclusão for proximal, comprometendo uma vasta área do ventrículo esquerdo.
Um IAM anterior extenso está associado a um maior risco de disfunção ventricular esquerda, choque cardiogênico, arritmias ventriculares graves e mortalidade, devido à grande área de miocárdio afetada e à potencial formação de aneurisma ventricular.
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