Antiagregantes Plaquetários no IAM: Escolha e Dosagem

CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Sobre o uso de antiagregantes plaquetários no infarto agudo do miocárdico, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Prasugrel 60 mg de ataque, em adição ao AAS, seguido por dose de manutenção de 10 mg 1 vez ao dia, nos pacientes com anatomia conhecida, submetidos à intervenção coronariana percutânea e sem fatores de risco de sangramentos maiores (Idade maior ou igual a 75 anos, e peso menor 60 Kg)
  2. B) Clopidogrel 75 mg para pacientes com menos de 75 anos, submetidos à terapia trombolítica.
  3. C) Ticagrelor 180 mg ataque, em adição ao AAS seguido por manutenção de 90 mg 2xdia nos pacientes submetidos à intervenção coronariana percutânea, e na dose 90 mg sem o ataque, em adição ao AAS nos pacientes submetidos à terapia trombolítica.
  4. D) Ácido acetilsalicílico (AAS na dose de ataque de 162 - 300 mg, deve ser utilizado apenas para terapia de reperfusão com intervenção coronariana percutânea.

Pérola Clínica

Prasugrel (60mg ataque, 10mg manutenção) + AAS é preferível para ICP em IAM sem alto risco de sangramento.

Resumo-Chave

A alternativa A descreve corretamente o uso do Prasugrel em pacientes com IAM submetidos à intervenção coronariana percutânea (ICP), sem fatores de alto risco para sangramento (idade ≥ 75 anos ou peso < 60 kg). Prasugrel é um antiagregante plaquetário potente, geralmente preferido ao clopidogrel nesse cenário devido à sua maior eficácia, mas com maior risco de sangramento, o que justifica as contraindicações mencionadas.

Contexto Educacional

O manejo do infarto agudo do miocárdio (IAM) envolve uma estratégia complexa de reperfusão e terapia medicamentosa, sendo a antiagregação plaquetária dupla um pilar fundamental. A combinação de ácido acetilsalicílico (AAS) com um inibidor do receptor P2Y12 (Clopidogrel, Prasugrel ou Ticagrelor) é essencial para prevenir a trombose do stent e eventos isquêmicos recorrentes, especialmente em pacientes submetidos à intervenção coronariana percutânea (ICP). A escolha do inibidor P2Y12 depende de diversos fatores, incluindo o tipo de IAM, a estratégia de reperfusão e o perfil de risco do paciente. Prasugrel e Ticagrelor são antiagregantes mais potentes que o Clopidogrel, com maior eficácia na redução de eventos isquêmicos, mas também com maior risco de sangramento. Por isso, suas indicações e contraindicações devem ser rigorosamente observadas. O Prasugrel, por exemplo, é recomendado em dose de ataque de 60 mg e manutenção de 10 mg/dia, em adição ao AAS, para pacientes com IAM submetidos à ICP, desde que não apresentem alto risco de sangramento (como idade ≥ 75 anos ou peso < 60 kg) ou histórico de AVC/AIT. O Ticagrelor (180 mg ataque, 90 mg 2x/dia manutenção) também é uma opção potente e pode ser usado em pacientes com IAM, independentemente da estratégia de reperfusão, com algumas ressalvas. O Clopidogrel, por sua vez, é uma alternativa para pacientes com alto risco de sangramento ou contraindicações aos agentes mais potentes, ou em cenários de terapia trombolítica. A individualização da terapia é crucial para otimizar o benefício isquêmico e minimizar o risco hemorrágico.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da terapia antiplaquetária dupla no IAM?

A terapia antiplaquetária dupla (AAS + inibidor P2Y12) é fundamental para prevenir a trombose do stent e eventos isquêmicos recorrentes em pacientes com IAM, especialmente após intervenção coronariana percutânea (ICP).

Quando o Prasugrel é preferível ao Clopidogrel no IAM?

O Prasugrel é geralmente preferível ao Clopidogrel em pacientes com IAM submetidos à ICP, devido à sua maior potência e eficácia na redução de eventos isquêmicos. No entanto, é contraindicado em pacientes com histórico de AVC/AIT e deve ser usado com cautela em idosos (≥ 75 anos) ou com baixo peso (< 60 kg) devido ao maior risco de sangramento.

Quais são os principais fatores de risco para sangramento com antiagregantes plaquetários?

Os principais fatores de risco incluem idade avançada (≥ 75 anos), baixo peso corporal (< 60 kg), insuficiência renal, histórico de sangramento gastrointestinal, uso concomitante de anticoagulantes e comorbidades que aumentam o risco hemorrágico.

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