PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2023
Um paciente do sexo masculino, diabético, com 62 anos de idade, foi submetido à angioplastia coronariana com implante de stent há 7 dias, na vigência de quadro de infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST. No seguimento ambulatorial deste paciente é importante garantir que
Pós-IAM + DM + stent → LDL-C < 50 mg/dL o mais rápido possível para redução de eventos.
Em pacientes de muito alto risco cardiovascular, como diabéticos pós-IAM com stent, o objetivo é atingir níveis de LDL-C < 50 mg/dL (ou < 55 mg/dL, dependendo da diretriz) o mais precocemente possível, geralmente com estatina de alta potência e, se necessário, ezetimiba ou inibidores de PCSK9.
O manejo pós-infarto agudo do miocárdio (IAM) em pacientes diabéticos, especialmente após angioplastia com stent, exige uma abordagem multifacetada e agressiva para a prevenção secundária de eventos cardiovasculares. A dislipidemia é um dos principais fatores de risco modificáveis, e o controle rigoroso do LDL-C é crucial para melhorar o prognóstico. As diretrizes atuais recomendam metas de LDL-C extremamente baixas para pacientes de muito alto risco, como os diabéticos que sofreram IAM. O objetivo é atingir um nível de LDL-C < 50 mg/dL (ou < 55 mg/dL, conforme algumas diretrizes) o mais rapidamente possível. Isso geralmente é alcançado com estatina de alta potência, podendo ser associada a ezetimiba e, em casos refratários, a inibidores de PCSK9. Outros pilares do tratamento incluem a dupla antiagregação plaquetária por 12 meses (AAS + inibidor P2Y12), o uso de betabloqueadores e inibidores da ECA/BRA, e o controle glicêmico com fármacos que demonstram benefício cardiovascular, como os inibidores de SGLT2 e análogos de GLP-1. A adesão a essas terapias e a modificação do estilo de vida são essenciais para reduzir a morbimortalidade.
Para pacientes diabéticos com IAM prévio, considerados de muito alto risco, o alvo de LDL-C é < 50 mg/dL (ou < 55 mg/dL, dependendo da diretriz), a ser alcançado o mais rápido possível com terapia hipolipemiante intensiva.
A dupla antiagregação plaquetária (AAS + inibidor P2Y12) é geralmente mantida por 12 meses após um IAM com implante de stent, podendo ser ajustada em casos de alto risco hemorrágico ou isquêmico, conforme avaliação individual.
Fármacos como inibidores de SGLT2 e análogos de GLP-1 são recomendados para diabéticos pós-IAM, devido aos seus benefícios cardiovasculares e renais comprovados, podendo ser iniciados precocemente após o evento.
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