HOC - Hospital de Olhos de Conquista (BA) — Prova 2015
Quando avaliamos paciente com quadro de dor torácica, usualmente realizamos Eletrocardiograma para verificar diversas patologias. Ao encontrarmos um supra desnivelamento do segmento ST nas derivações D2, D3 e aVF, podemos supor que:
Supra de ST em D2, D3, aVF → IAM de parede inferior = provável oclusão da coronária direita.
O supradesnivelamento do segmento ST nas derivações D2, D3 e aVF é um achado clássico de infarto agudo do miocárdio de parede inferior, que na maioria dos casos é causado pela oclusão da artéria coronária direita.
O diagnóstico rápido do infarto agudo do miocárdio (IAM) é crucial para a sobrevida do paciente, e o eletrocardiograma (ECG) é a ferramenta diagnóstica inicial mais importante. A localização do infarto pode ser inferida pelas derivações que apresentam alterações isquêmicas. O supradesnivelamento do segmento ST em D2, D3 e aVF é o achado eletrocardiográfico clássico de um IAM de parede inferior, indicando sofrimento miocárdico nessa região. A parede inferior do ventrículo esquerdo é predominantemente suprida pela artéria coronária direita (ACD) em cerca de 80-85% da população (dominância direita). Portanto, um IAM de parede inferior sugere fortemente uma oclusão na ACD. É fundamental que o residente reconheça essa correlação para guiar a conduta terapêutica e a investigação angiográfica. Além disso, o IAM de parede inferior frequentemente cursa com envolvimento do ventrículo direito (VD), uma vez que a ACD também irriga o VD. O infarto de VD é caracterizado por pré-carga dependência, ou seja, o VD necessita de um volume adequado para manter o débito cardíaco. Nesses casos, medicamentos que reduzem a pré-carga, como os nitratos, podem precipitar hipotensão grave e choque cardiogênico, sendo contraindicados ou usados com extrema cautela. A avaliação do VD com derivações direitas (V3R, V4R) é recomendada em todos os IAM inferiores.
O infarto de parede inferior é classicamente indicado por alterações no segmento ST (supra ou infra) e/ou ondas Q patológicas nas derivações D2, D3 e aVF, que representam a parede diafragmática do coração.
Na maioria dos pacientes, a artéria coronária direita (ACD) é a responsável pela irrigação da parede inferior do ventrículo esquerdo. Portanto, a oclusão da ACD é a causa mais comum de infarto de parede inferior.
O infarto de ventrículo direito (VD) ocorre em cerca de 30-50% dos IAM inferiores, pois a ACD também irriga o VD. O IAM de VD causa pré-carga dependência, e o uso de nitratos pode levar a hipotensão grave, sendo contraindicado ou usado com extrema cautela.
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