SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Um paciente de 60 anos de idade, com histórico de hipertensão e dislipidemia, compareceu à consulta com quadro de dor torácica intensa, sudorese e náusea. Ao exame físico, apresentou FC = 110 bpm, FR = 24 irpm e SatO2 = 92%.Qual o diagnóstico mais provável nesse caso?
Dor torácica + fatores risco CV + sudorese/náusea → IAM até prova em contrário.
A combinação de dor torácica intensa, fatores de risco cardiovasculares (hipertensão, dislipidemia) e sintomas autonômicos (sudorese, náusea) em um paciente de 60 anos é altamente sugestiva de infarto agudo do miocárdio, exigindo investigação e manejo urgentes.
O infarto agudo do miocárdio (IAM) é uma das manifestações mais graves da doença arterial coronariana e uma das principais causas de mortalidade cardiovascular globalmente. É crucial que médicos, especialmente residentes, saibam identificar rapidamente os sinais e sintomas para iniciar o tratamento adequado e reduzir a morbimortalidade, considerando a alta prevalência de fatores de risco como hipertensão e dislipidemia na população idosa. A fisiopatologia do IAM geralmente envolve a ruptura de uma placa aterosclerótica em uma artéria coronária, levando à formação de um trombo que oclui parcial ou totalmente o vaso, resultando em isquemia e necrose do miocárdio. O diagnóstico é baseado na tríade de sintomas clínicos (dor torácica típica), alterações eletrocardiográficas (supra ou infradesnivelamento do segmento ST, inversão de onda T) e elevação de biomarcadores cardíacos (troponinas). O tratamento do IAM é uma emergência médica e visa restaurar o fluxo sanguíneo coronariano o mais rápido possível (revascularização), aliviar a dor, limitar o tamanho do infarto e prevenir complicações. Inclui medidas como oxigenoterapia, nitratos, morfina, antiagregantes plaquetários, anticoagulantes e, principalmente, angioplastia primária ou trombólise, dependendo da apresentação e disponibilidade dos recursos.
Os sintomas clássicos incluem dor torácica opressiva, retroesternal, que pode irradiar para o braço esquerdo, pescoço, mandíbula ou dorso, acompanhada frequentemente de sudorese, náuseas, vômitos, dispneia e palidez.
O eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações, realizado em até 10 minutos da chegada, e a dosagem seriada de biomarcadores cardíacos (troponinas T ou I de alta sensibilidade) são os exames mais importantes para o diagnóstico e estratificação do IAM.
A diferenciação envolve a análise cuidadosa da história clínica, fatores de risco, características da dor, exame físico e exames complementares como ECG e biomarcadores. Condições como pericardite, embolia pulmonar, dissecção aórtica, pneumotórax e refluxo gastroesofágico devem ser consideradas no diagnóstico diferencial.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo