IAM Inferior: Investigação de Parede Posterior e Ventrículo Direito

Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2021

Enunciado

Homem de 66 anos de idade encaminhado imediatamente à sala de emergência por dor torácica em aperto de início há cerca de 30 minutos. Realizado o eletrocardiograma abaixo: Qual deve ser a próxima conduta diagnóstica?

Alternativas

  1. A) Complementação eletrocardiográfica de V3R e V4R.
  2. B) Realização de ecocardiograma no leito.
  3. C) Complementação eletrocardiográfica de V7 e V8.
  4. D) Realização de radiografia de tórax no leito.
  5. E) Registro de D2 longo por pelo menos 5 minutos.

Pérola Clínica

IAM inferior no ECG → sempre investigar infarto de VD (V3R/V4R) e parede posterior (V7/V8).

Resumo-Chave

Em um paciente com dor torácica e IAM com supradesnivelamento de ST em parede inferior, é crucial complementar o ECG com as derivações V7 e V8 para avaliar a parede posterior, e V3R e V4R para o ventrículo direito, pois o acometimento dessas áreas tem implicações prognósticas e terapêuticas distintas.

Contexto Educacional

A dor torácica em aperto, especialmente em um paciente de 66 anos, é um sinal de alerta para Síndrome Coronariana Aguda (SCA), sendo o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) com supradesnivelamento do segmento ST uma emergência médica. O eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações é a ferramenta diagnóstica inicial e mais importante. Quando o ECG padrão revela supradesnivelamento de ST nas derivações inferiores (DII, DIII e aVF), é fundamental suspeitar de acometimento da artéria coronária direita. Nesses casos, a extensão do infarto para a parede posterior do ventrículo esquerdo e/ou para o ventrículo direito é comum e tem implicações clínicas significativas. A complementação do ECG com derivações posteriores (V7 e V8) é essencial para identificar o infarto de parede posterior, que se manifesta com supradesnivelamento de ST nessas derivações. Da mesma forma, as derivações precordiais direitas (V3R e V4R) são cruciais para o diagnóstico de infarto de ventrículo direito, uma condição que exige manejo diferenciado, como a cautela no uso de nitratos e diuréticos devido à pré-carga dependência.

Perguntas Frequentes

Por que é importante complementar o ECG em um IAM de parede inferior?

O IAM de parede inferior é frequentemente associado ao acometimento da parede posterior do ventrículo esquerdo e/ou do ventrículo direito. O diagnóstico dessas extensões é crucial, pois o manejo pode diferir, especialmente no infarto de VD, onde nitratos são contraindicados.

Quais derivações complementares devem ser realizadas para infarto de parede posterior?

Para diagnosticar o infarto de parede posterior, devem ser realizadas as derivações V7 (linha axilar posterior no 5º espaço intercostal esquerdo) e V8 (linha médio-escapular no 5º espaço intercostal esquerdo), buscando supradesnivelamento de ST.

Quais derivações complementares são usadas para infarto de ventrículo direito?

Para o infarto de ventrículo direito, são utilizadas as derivações V3R e V4R (posicionadas no lado direito do tórax, correspondendo a V3 e V4), buscando supradesnivelamento de ST.

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